Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
A semana começa com forte aversão ao risco nos mercados globais, com a escalada do conflito no Oriente Médio provocando turbulência nas commodities energéticas. O petróleo dispara e ultrapassa US$ 100/barril pela primeira vez desde 2022, após produtores do Golfo reduzirem oferta em meio à guerra entre EUA/Israel e Irã. A alta do petróleo reacende temores de choque inflacionário global.
Com o petróleo liderando o movimento, os ativos de risco recuam. O dólar também se fortalece, atingindo o maior nível desde janeiro. Parte do estresse diminuiu após notícias de que os ministros de finanças do G7 discutem uma possível liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo.
O mercado passa a precificar um cenário mais adverso. A forte alta da energia levanta o risco de inflação persistente e até estagflação, com investidores já antecipando impactos sobre a política monetária global.
O pano de fundo geopolítico também se agravou com a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã, um movimento que reforça a linha dura do regime e aumenta o risco de um conflito mais amplo e prolongado. Ao mesmo tempo, Donald Trump promete encerrar o confronto até o início de abril e exige a rendição “incondicional” de Teerã.
Na agenda macro, o choque do petróleo eleva a importância dos próximos dados de inflação nos EUA: CPI na quarta-feira e PCE na sexta, indicadores que podem redefinir as apostas para os juros do Fed.
No Brasil, às vésperas do IPCA de fevereiro (quinta-feira), o ambiente externo mais pressionado praticamente elimina a possibilidade de o Copom iniciar o ciclo de queda da Selic com um corte de 50 pontos-base. A semana ainda traz vendas no varejo e a pesquisa mensal de serviços, além da repercussão política do caso Master e da nova pesquisa Datafolha.