Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
O mercado abre em forte aversão a risco. A guerra entre EUA e Irã entra no quarto dia sem sinal de desescalada, elevando o temor de choque prolongado no petróleo e pressão inflacionária global.
Futuros em NY recuam forte, Europa e Ásia acompanham. O Brent sobe mais de 6%, acima de US$ 82, enquanto o gás europeu dispara. O foco segue no Estreito de Ormuz, rota de 20% da oferta global de petróleo.
Com energia pressionada, os juros globais sobem pelo segundo dia. Treasury de 10 anos volta a 4,09% e o dólar ganha força como porto seguro. O mercado começa a rever apostas mais agressivas de corte de juros no exterior.
No doméstico, o IPCA-15 mais forte e a alta do petróleo reacendem o debate sobre o ritmo de cortes da Selic. As apostas de terminal em 12% perdem força, embora o cenário base ainda seja de corte de 0,50 p.p. na próxima reunião.
Hoje, PIB do 4º tri e Caged entram no radar e podem ajustar as expectativas para atividade e política monetária.
Resumo: petróleo em alta, juros pressionados e prêmio de risco elevado. O mercado testa limites enquanto monitora a duração do conflito e seus impactos na inflação