Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Abertura Macro: mercados na defensiva

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 02/03/2026 09:20

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Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): -1,39% @ 625,04 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): -1,08% @ 6.814,25 pontos
  • PETRÓLEO (NY): +7,48% @ 72,01 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): +0,62% @ 98,21 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – abril/26): +0,42% @ R$ 5,193
  • COMMODITIES: +3,09% @ 125,44 pontos

A semana começa com forte tensão nos mercados após a escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. O clima é de cautela global, com investidores reduzindo risco e buscando proteção.

As bolsas caem: os futuros do S&P 500 recuam cerca de 1% e o Nasdaq cai ainda mais, refletindo o aumento da incerteza. O dólar sobe e o ouro dispara, em um movimento típico de busca por segurança.

O grande destaque é o petróleo. O Brent chegou a subir mais de 12% na abertura, tocando US$ 81 por barril, e segue perto de US$ 79. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma parcela relevante do petróleo mundial — acendeu o alerta de oferta. Há projeções de que o barril possa chegar a US$ 100 caso a interrupção se prolongue.

A Opep+ anunciou aumento de produção para abril, mas isso não foi suficiente para compensar o impacto da crise. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa de que uma eventual flexibilização das sanções ao Irã possa ajudar a aliviar parte da pressão mais adiante.

Nos Estados Unidos, o mercado também começa a se perguntar se o petróleo mais caro pode dificultar cortes de juros pelo Fed. Com isso, a volatilidade tende a permanecer elevada.

O presidente Trump afirmou que os ataques seguem “à plena força” e podem durar até quatro semanas, aumentando a sensação de que o conflito ainda está longe de uma solução clara.

Na agenda da semana, atenção ao relatório de emprego nos EUA e, no Brasil, ao Caged e ao PIB, dados importantes para ajustar as expectativas sobre juros. No cenário corporativo, destaque para o balanço da Petrobras, que deve reagir diretamente às oscilações do petróleo.

O mercado começa a semana em modo defensivo, com o petróleo no centro das atenções e a geopolítica ditando o ritmo dos preços.


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