Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
A semana começa com forte tensão nos mercados após a escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. O clima é de cautela global, com investidores reduzindo risco e buscando proteção.
As bolsas caem: os futuros do S&P 500 recuam cerca de 1% e o Nasdaq cai ainda mais, refletindo o aumento da incerteza. O dólar sobe e o ouro dispara, em um movimento típico de busca por segurança.
O grande destaque é o petróleo. O Brent chegou a subir mais de 12% na abertura, tocando US$ 81 por barril, e segue perto de US$ 79. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma parcela relevante do petróleo mundial — acendeu o alerta de oferta. Há projeções de que o barril possa chegar a US$ 100 caso a interrupção se prolongue.
A Opep+ anunciou aumento de produção para abril, mas isso não foi suficiente para compensar o impacto da crise. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa de que uma eventual flexibilização das sanções ao Irã possa ajudar a aliviar parte da pressão mais adiante.
Nos Estados Unidos, o mercado também começa a se perguntar se o petróleo mais caro pode dificultar cortes de juros pelo Fed. Com isso, a volatilidade tende a permanecer elevada.
O presidente Trump afirmou que os ataques seguem “à plena força” e podem durar até quatro semanas, aumentando a sensação de que o conflito ainda está longe de uma solução clara.
Na agenda da semana, atenção ao relatório de emprego nos EUA e, no Brasil, ao Caged e ao PIB, dados importantes para ajustar as expectativas sobre juros. No cenário corporativo, destaque para o balanço da Petrobras, que deve reagir diretamente às oscilações do petróleo.
O mercado começa a semana em modo defensivo, com o petróleo no centro das atenções e a geopolítica ditando o ritmo dos preços.