Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Abertura Macro: o fluxo do dinheiro mudou

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 27/02/2026 08:48

Icone Icone Icone Icone

Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): +0,09% @ 633,83 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): -0,42% @ 6.890,75 pontos
  • PETRÓLEO (NY): +2,18% @ 66,63 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): -0,05% @ 97,74 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – abril/26): -0,15% @ R$ 5,173
  • COMMODITIES: +0,69% @ 121,13 pontos

Os mercados encerram fevereiro em modo de ajuste. O S&P 500 caminha para fechar o mês no negativo, em meio a um fevereiro turbulento marcado por dois receios centrais: de um lado, o temor de bolha na narrativa de inteligência artificial; de outro, o medo do impacto disruptivo da própria tecnologia sobre diversos setores.

Os futuros em Nova York cedem após a realização forte no setor de semicondutores, que apagou os ganhos da semana. Enquanto isso, a Europa mantém a rotação positiva: o Stoxx 600 caminha para o oitavo mês consecutivo de alta, a sequência mais longa em mais de uma década. Na Ásia, o índice da MSCI para a região Ásia-Pacífico registra o melhor fevereiro da história. O fluxo global mostra investidores reduzindo exposição às big techs americanas e migrando para mercados internacionais e empresas mais ligadas ao ciclo econômico tradicional. O que também vem favorecendo o Brasil, com Bovespa trabalhando em máximas históricas e do dólar em queda contra o nosso Real.

A chamada “AI scare trade” continua ditando o humor do mercado: depois de anos sustentando os ganhos do S&P, as líderes do tema perderam tração, abrindo espaço para uma rotação mais ampla de portfólio.

No campo geopolítico, o fim de semana se aproxima com menor tensão. A ameaça imediata de um ataque ao Irã foi afastada, ao menos temporariamente, após Washington e Teerã agendarem nova rodada de negociações sobre o programa nuclear. O petróleo monitora o tema, mas sem estresse adicional relevante.

Nos Estados Unidos, o destaque da agenda é o PPI.

No Brasil, o foco total está no IPCA-15 de fevereiro, divulgado às 9h. O mercado de juros opera com expectativa elevada. Um número benigno pode reforçar a apreciação recente do real e sustentar apostas em um ritmo mais acelerado de cortes da Selic. Ontem, os juros futuros renovaram mínimas à tarde, já refletindo menor pressão do leilão de prefixados do Tesouro e antecipando possível mudança no formato da curva caso o dado venha favorável. Hoje temos também a formação da PTAX de fevereiro.

No cenário político, mais uma pesquisa eleitoral será divulgada hoje, podendo adicionar volatilidade aos ativos locais.


Não há comentários para exibir