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Petróleo : --

Abertura Macro: mercado de olho na reunião com o Irã

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 26/02/2026 08:38

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Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): +0,16% @ 634,49 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): -0,04% @ 6.957,00 pontos
  • PETRÓLEO (NY): -1,57% @ 64,38 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): -0,01% @ 97,68 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – março/26): +0,03% @ R$ 5,125
  • COMMODITIES: -0,75% @ 119,87 pontos

Os mercados iniciam o dia em compasso de espera. O rali das bolsas perdeu tração depois que os números fortes da Nvidia não foram suficientes para reacender o apetite consistente por tecnologia, ao mesmo tempo em que investidores reduziram posições diante do início das negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, em Genebra.

Os futuros de S&P 500 e Nasdaq 100 operam praticamente estáveis, após dois pregões de recuperação. A Nvidia avançou levemente no pré-mercado, mesmo após superar estimativas de lucro e receita e trazer guidance acima do esperado. Ainda assim, o mercado demonstrou certa cautela com o ritmo futuro de crescimento. O movimento foi reforçado pela reação negativa a Salesforce, que caiu após divulgar uma projeção considerada morna, reacendendo o debate sobre o impacto da inteligência artificial nos modelos tradicionais de software.

A leitura predominante é clara: quanto maior o avanço da Nvidia, maior também a preocupação sobre disrupção em outros setores. O mercado parece confortável em manter exposição, mas sem ampliar risco neste momento.

No campo geopolítico, o encontro entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, mediado por Omã, volta a ocupar o centro das atenções. O Brent oscila próximo a US$ 70 por barril, refletindo a incerteza. A expectativa para um acordo nuclear é baixa e fontes internacionais indicam aumento da probabilidade de escalada militar no curto prazo. O ultimato dado por Donald Trump para que Teerã aceitasse um acordo já estaria vencido, elevando o grau de tensão.

No Brasil, o noticiário corporativo também traz volatilidade pontual. O Nubank caiu no after hours mesmo após lucro recorde, diante de sinalização de maior custo de risco. Na agenda macro, o destaque é o IGP-M de fevereiro, com expectativa de recuo de 0,65%, em uma sessão de indicadores mais esvaziada.

Em resumo, o mercado ensaia estabilização após a recuperação recente, mas evita aumentar exposição diante de dois vetores sensíveis: dúvidas sobre os desdobramentos da IA nos resultados corporativos e a crescente tensão geopolítica no Oriente Médio. O viés é de cautela, com investidores mantendo posições, porém sem assumir novos riscos relevantes.


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