Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados iniciam o dia em compasso de espera. O rali das bolsas perdeu tração depois que os números fortes da Nvidia não foram suficientes para reacender o apetite consistente por tecnologia, ao mesmo tempo em que investidores reduziram posições diante do início das negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, em Genebra.
Os futuros de S&P 500 e Nasdaq 100 operam praticamente estáveis, após dois pregões de recuperação. A Nvidia avançou levemente no pré-mercado, mesmo após superar estimativas de lucro e receita e trazer guidance acima do esperado. Ainda assim, o mercado demonstrou certa cautela com o ritmo futuro de crescimento. O movimento foi reforçado pela reação negativa a Salesforce, que caiu após divulgar uma projeção considerada morna, reacendendo o debate sobre o impacto da inteligência artificial nos modelos tradicionais de software.
A leitura predominante é clara: quanto maior o avanço da Nvidia, maior também a preocupação sobre disrupção em outros setores. O mercado parece confortável em manter exposição, mas sem ampliar risco neste momento.
No campo geopolítico, o encontro entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, mediado por Omã, volta a ocupar o centro das atenções. O Brent oscila próximo a US$ 70 por barril, refletindo a incerteza. A expectativa para um acordo nuclear é baixa e fontes internacionais indicam aumento da probabilidade de escalada militar no curto prazo. O ultimato dado por Donald Trump para que Teerã aceitasse um acordo já estaria vencido, elevando o grau de tensão.
No Brasil, o noticiário corporativo também traz volatilidade pontual. O Nubank caiu no after hours mesmo após lucro recorde, diante de sinalização de maior custo de risco. Na agenda macro, o destaque é o IGP-M de fevereiro, com expectativa de recuo de 0,65%, em uma sessão de indicadores mais esvaziada.
Em resumo, o mercado ensaia estabilização após a recuperação recente, mas evita aumentar exposição diante de dois vetores sensíveis: dúvidas sobre os desdobramentos da IA nos resultados corporativos e a crescente tensão geopolítica no Oriente Médio. O viés é de cautela, com investidores mantendo posições, porém sem assumir novos riscos relevantes.