Áudio com informações da abertura do dia no agronegócio
Macro: A quinta-feira é marcada por queda para o dólar frente ao real. Lá fora, o dólar se fortalece frente a moedas fortes e a divisas emergentes, impulsionado pela busca por ativos seguros diante das tensões geopolíticas envolvendo os EUA e o Irã. Ainda assim, o real mostra resiliência e se destaca entre as principais moedas globais. No Brasil, o IBC-Br recuou 0,2% em dezembro, desempenho melhor que o esperado pelo mercado. O dado sugere desaceleração moderada, sem perda acentuada de atividade. O conjunto reforça a leitura de relativa estabilidade do real em um ambiente externo mais defensivo.
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CBOT
Soja: A soja e o óleo operam em alta na CBOT após a divulgação do relatório do USDA falando sobre a intenção de plantio dos produtores americanos para a temporada 2026/27. O relatório reduziu a área de milho e ampliou a de soja, refletindo a mudança na relação de preços e na rotação de culturas. Para a soja, o USDA projeta aumento de área, maior esmagamento doméstico e exportações mais fortes. Mesmo assim, o balanço segue sensível à produtividade da safra. O nível dos estoques iniciais pode mudar conforme o desfecho das negociações entre EUA e China.
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Milho: O milho opera em leve queda na Bolsa de Chicago, mesmo com a alta da soja e trigo. O mercado digere os dados do relatório do USDA, bem como, acompanha de perto os possíveis desdobramentos de uma mudança na política da mistura do etanol na gasolina nos EUA. Atualmente o mandatório está em 10% e pode subir 5 p.p. para 15%. O E15 costuma ser utilizado somente no verão, mas a IGCA, tem intensificado a pressão sobre Trump, a fim de tornar o E15 permanente. Isso poderia acarretar na mudança da dinâmica de comercialização de milho americano, com aumento na demanda interna e queda no saldo exportável.
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Trigo: O trigo subiu forte com cobertura de posições vendidas em Chicago. A alta também foi impulsionada por riscos climáticos nas planícies dos EUA. Na Euronext, o contrato maio/26 atingiu a máxima de dois meses e meio, beneficiado também pela desvalorização do euro. Apesar de alguma demanda na África, a concorrência da Argentina e do Mar Negro ainda limita negócios. Tensões geopolíticas e negociações de paz incertas seguem dando suporte adicional ao mercado.
B3
Milho: Os futuros do milho atuam com variações mistas na B3. O milho físico segue firme, com sinais claros de remarcação apesar do baixo volume negociado. Compradores ampliaram as indicações, enquanto produtores seguem retraídos, reduzindo a oferta disponível no balcão. As cooperativas concentram a maior parte das ofertas neste momento. A logística da soja e o comportamento do frete seguem como fatores-chave, com atrasos persistentes. O gargalo logístico tende a pressionar e influenciar os preços do milho no curto prazo.
Clima: Os modelos indicam mudança gradual no padrão climático, com retorno de chuvas ao Sul entre quinta e sexta-feira, ainda irregulares. Paralelamente, um novo corredor de umidade começa a se organizar sobre a faixa central do Brasil. A partir da próxima semana, o Sul tende a registrar chuvas mais regulares, favorecendo a recuperação das lavouras de soja no RS e em SC. No Nordeste, também cresce o sinal de precipitações mais consistentes. O principal risco segue sendo uma nova invernada no fim de fevereiro no Cerrado, que pode atrasar a colheita da soja e o plantio do milho safrinha.
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