PSF: 09_02_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais voltam a perder tração nesta manhã, com a recuperação recente das ações americanas ficando pelo caminho em meio à renovada cautela com o tema inteligência artificial. Futuros do S&P 500 recuam 0,4% após o índice ter registrado seu maior ganho em mais de uma semana, enquanto o Nasdaq 100 cai cerca de 0,5%. Na Europa, as bolsas devolvem parte das máximas históricas, com destaque negativo para a Airbus, que afunda cerca de 7% após guidance fraco de entregas.
O setor de tecnologia segue no centro da volatilidade: praticamente todos os nomes do chamado “Magnificent Seven” operam em queda no pré-mercado, com exceção da Microsoft. O mercado começa a questionar se os investimentos bilionários em IA vão, de fato, se traduzir em retorno, enquanto gestores buscam rotação para outros setores e regiões. O próximo grande teste de sentimento será o balanço da NVIDIA, na semana que vem.
No macro, o petróleo segue firme, com o Brent sustentado acima de US$ 70/barril, refletindo novas tensões entre Irã e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o feriado do Ano Novo Lunar mantém a China fora dos mercados, pressionando metais industriais.
No Brasil, o Ibovespa sentiu o peso das commodities, com a Vale puxando o índice para baixo na reabertura pós-Carnaval. O dólar avançou após a ata do Federal Reserve, que reforçou o discurso de desinflação lenta, sinalizando cortes de juros mais distantes nos EUA.
Por aqui, o mercado segue precificando queda de 50 bps da Selic em março, sustentado pelas recentes falas de Gabriel Galípolo. Hoje sai o IBC-Br de dezembro, que deve confirmar a desaceleração da atividade. No noticiário político, a crise do Master continua no radar e adiciona ruído local.
Resumo: clima de cautela nos mercados, com as ações de tecnologia voltando a pesar no sentimento global. O petróleo segue firme por conta das tensões no Oriente Médio. No Brasil, o dólar sobe com o tom mais duro do Fed, enquanto o mercado local ainda aposta em corte da Selic em março. Aqui, commodities pressionam a bolsa e o noticiário político segue adicionando ruído.