Áudio com informações da abertura do dia no agronegócio
Macro: O dia é de cautela no mercado acionário global e com isso, o dólar tem apreciação frente a uma cesta de moedas emergentes. Futuros de S&P 500 e Nasdaq operam próximos da estabilidade, Europa recua levemente e os Treasuries devolvem parte do rali. Metais preciosos tentam se estabilizar após forte correção recente. No Brasil, a agenda é carregada, enquanto o cenário político adiciona ruído com mudança de relatoria no STF em relação ao caso do Banco Master.
CBOT
Soja: A soja recua em Chicago nesta quarta-feira, após testar máximas de novembro na parte da manhã. No Brasil os prêmios continuam caindo dado o avanço da colheita. Até 14/Fev, a colheita nacional alcançou 24,7%, com Mato Grosso liderando, já próximo de 60% colhido, acima do ritmo do ano passado. O tempo mais seco acelerou os trabalhos, melhorou a logística e elevou a qualidade da soja, com menor umidade dos grãos. As operações do milho safrinha voltam a ganhar ritmo após paralisações pelas chuvas no início de fevereiro, embora Goiás ainda siga bastante atrasado. No Sul, a colheita segue abaixo do normal e sustenta prêmios locais, mas o peso de Mato Grosso mantém viés negativo no curto prazo.
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🚨 Alerta 1: Prêmios da soja continuam cedendo com avanço da colheita
Milho e Trigo: O milho atua lateralizado em mais um pregão. Já o trigo chegou a registrar mais de 1,5% de alta, com o mercado acompanhando as questões climáticas envolvendo a safra dos EUA e no Leste Europeu, incluindo ventos fortes nas Planícies e risco de danos por frio na Ucrânia. Na França, enchentes localizadas geram atenção, com possível impacto no plantio de primavera caso as chuvas persistam.
B3
Milho: Futuros operam estáveis na B3. O milho retorna do feriado com mercado travado e baixa liquidez, apesar do consumo seguir rodando normalmente. Na retomada, o físico endureceu, com disputa de preços mais evidente e dificuldade de fechar negócios. Na última semana, compradores elevaram indicações tentando destravar volume, mas encontraram produtores recuados e sem pressa para vender. As pedidas mais altas limitaram a fluidez do mercado e reforçaram a percepção de escassez pontual. A remarcação antecipada já vinha sendo sinalizada e confirma o físico como principal driver das decisões.
Clima: As condições climáticas seguem marcadas por forte contraste entre o Sul e a faixa central do Brasil. No Rio Grande do Sul, chuvas recentes foram irregulares, trouxeram alívio pontual ao estresse hídrico, mas não evitam perdas já consolidadas de produtividade. No Centro do país, o período mais seco favoreceu o avanço da colheita da soja e do plantio do milho, com apenas pancadas isoladas. O principal risco segue sendo uma nova invernada no final de fevereiro, que pode atrasar a colheita e o plantio da safrinha, elevando riscos climáticos e logísticos.
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