PSF: 09_02_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais iniciam o dia em tom mais construtivo, com investidores aproveitando as quedas recentes após a volatilidade causada pelas preocupações com inteligência artificial. Os futuros do S&P 500 sobem cerca de 0,5%, enquanto a Europa lidera o movimento, com o Stoxx 600 avançando próximo de 0,9% e renovando máximas históricas, apoiado por resultados corporativos positivos, incluindo BAE Systems e Puig Brands. O ouro volta a operar acima de US$ 4.900/onça, refletindo recompra em metais preciosos, enquanto o Bitcoin segue mais estável.
Depois de meses de forte alta puxada pelo otimismo com IA, o mercado entra agora em uma fase de ajuste, dividido entre receios de disrupção e dúvidas sobre o retorno real dos investimentos pesados em tecnologia. Esse movimento tem direcionado fluxo para Europa e Ásia, que vêm superando o desempenho americano neste início de ano.
No Brasil, a B3 retoma hoje as negociações às 13h após o feriado de Carnaval. O mercado local ficou praticamente desconectado do exterior nos últimos dias, com China em Ano Novo Lunar e Nova York fechada na segunda-feira pelo feriado do Dia dos Presidentes. Ontem, Wall Street teve leve recuperação com alívio nas tensões geopolíticas e reação das techs, mas os ADRs brasileiros não acompanharam: Vale recuou 4,5% e Petrobras caiu 1,12%.
Na agenda, hoje sai a ata do FED, enquanto a semana concentra atenção no PIB do quarto trimestre dos EUA e no PCE, ambos na sexta-feira. Aqui, o destaque é o IBC-Br de dezembro, divulgado amanhã. No campo político, ganha tração a operação da Polícia Federal que investiga suposto vazamento de dados da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares, adicionando ruído institucional ao ambiente doméstico.
Resumo: manhã de recompras globais, Europa puxando o risco, metais em recuperação e Brasil voltando ao fluxo após o feriado. Atenção redobrada ao tom da ata do FOMC hoje e aos dados de inflação dos EUA na sexta, qualquer mudança de narrativa pode mexer rapidamente com juros, dólar e bolsa.