preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados iniciam a sessão em compasso de espera, com as bolsas globais oscilando após a perda de fôlego do movimento de venda ligado ao chamado “AI scare trade”. A volatilidade recente evidenciou como mudanças de percepção em torno da inteligência artificial continuam contaminando setores muito além da tecnologia, de logística a softwares, com movimentos rápidos.
Os futuros de S&P 500 e Nasdaq 100 operam próximos da estabilidade, enquanto as big techs mostram desempenho misto. Na Europa, o Stoxx 600 recua levemente. Nos juros, os Treasuries devolvem parte do rali recente, com o rendimento da T-note de 10 anos avançando para a região de 4,12%. Metais preciosos tentam recuperação após a forte correção, com ouro e prata estabilizando.
O foco agora migra para a inflação americana. O CPI de janeiro será decisivo para calibrar expectativas após o payroll mais forte da semana, que reduziu apostas em cortes antecipados pelo Fed. A mediana projeta alta anual de 2,5% no núcleo, e qualquer surpresa pode reabrir, ou enterrar de vez, a discussão sobre flexibilização já no primeiro semestre.
No radar internacional, também entram PIB da Zona do Euro e decisão do banco central russo. Vale lembrar que, na segunda-feira, Nova York não opera por conta do feriado do Dia do Presidente, enquanto na China tem início o Ano Novo Lunar, o que pode reduzir liquidez global.
No Brasil, a agenda é carregada: IGP-10, vendas no varejo, balanço da Usiminas e teleconferência da Vale às 11h.
No campo político, o Supremo Tribunal Federal informou, às 20h25, o afastamento de Dias Toffoli da relatoria do caso Master, após reunião extraordinária convocada por Edson Fachin. A relatoria foi redistribuída por sorteio ao ministro André Mendonça ainda na noite de ontem.
Resumo: mercado em modo espera e de olho na agenda econômica, com CPI como principal catalisador para juros e dólar no curto prazo.