preços da soja decolam...
Macro: Os mercados globais operam em alta, sustentados por dados fortes do mercado de trabalho dos EUA, que reforçam a resiliência da economia. O payroll sólido reduz temores de desaceleração e sustenta a expectativa de manutenção dos juros pelo Fed no curto prazo. Investidores aguardam novos dados de inflação e emprego para calibrar os próximos passos da política monetária. No Brasil, o Ibovespa avança com apoio do cenário externo e de fatores domésticos. O dólar recua para R$ 5,18 e a curva de juros futuros registra queda ao longo de todos os vencimentos.
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Análise gráfica: dólar testa mínimas e Ibovespa avança com otimismo do mercado
CBOT
Soja: Futuros da soja atuam com ganhos moderados após terem recuado durante boa parte da manhã. A sustentação vem pela forte valorização no farelo. Cresce o risco de greves na Argentina diante de protestos contra reformas trabalhistas, com sindicatos e indústrias se mobilizando. O processamento de farelo, que já vinha em ritmo fraco, pode recuar ainda mais se as greves se confirmarem. No Brasil, os prêmios do farelo sobem refletindo esse risco, somado com a proximidade das nomeações de março e dificuldades logísticas no MT por excesso de chuvas.
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🚨 Alerta 2: Risco de greves na Argentina. Prêmios do farelo subindo
Agrochina: Atenção aos estoques de soja nos portos chineses
Milho e Trigo: Apesar da alta do trigo e do farelo, o milho atua praticamente estável nesta tarde. O trigo sobe apoiado pela alta da Euronext e por rumores de carregamentos de trigo francês para a Argélia, apesar da falta de confirmação oficial pelo mercado. A notícia gerou reação inicial positiva, reforçada pelo fortalecimento do euro. Além disso, a demanda firme do Egito segue dando sustentação ao trigo no mercado internacional.
B3
Milho: O milho opera com variações mistas na B3, próximo da estabilidade, enquanto o físico segue travado em várias regiões. Em Goiás, bids giram ao redor de R$ 55 e pedidas entre R$ 57–58, mantendo poucos negócios, cenário semelhante para a safrinha. Em São Paulo, o mercado é lento, com balcão em R$ 57 e divergência entre indústrias e vendedores no spot e CIF. A colheita do milho verão 25/26 alcança 11,4% da área, ainda abaixo do ritmo do ano passado, com avanço concentrado no Sul. No campo, predominam boas condições no Centro-Norte, enquanto no RS o tempo seco favorece a colheita do milho verão, mas preocupa áreas em enchimento de grãos.
Clima: As atualizações desta quarta-feira (11) mantêm o corredor de umidade ativo na faixa central do Brasil, com chuvas frequentes em RO, MT, GO, SP e Matopiba. O padrão de invernada segue dificultando colheita, plantio e tratos culturais nessas regiões. No Sul, o tempo ainda permanece aberto, prolongando a preocupação no RS, SC, PR e áreas vizinhas. No entanto, já há sinais de instabilidade se organizando sobre o território gaúcho. A partir de quinta-feira (12), a frente fria avança e traz chuvas mais generalizadas ao Sul, com convergência entre os modelos europeu e americano.
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