preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os futuros em Nova York operam sem direção definida nesta manhã, enquanto o dólar amplia as perdas e toca o menor nível do mês, refletindo o aumento das apostas de que o Federal Reserve pode antecipar o ciclo de cortes caso os dados de atividade e emprego confirmem desaceleração. O S&P 500 futuro oscila próximo da estabilidade, os Treasuries de 10 anos seguem nas mínimas de cerca de um mês e o mercado já eleva a probabilidade de corte em abril, com parte dos investidores voltando a discutir março como possibilidade. Na Europa, ações sentem o peso renovado das preocupações com disrupções ligadas à inteligência artificial.
O foco global está totalmente voltado para o payroll de janeiro, que será divulgado às 10h30 (horário de Brasília). Após declarações de autoridades americanas sinalizando números mais fracos à frente e diante da expectativa de revisão anual da série, que pode trazer ajuste negativo no acumulado até março de 2025, o dado ganha ainda mais relevância para a trajetória de juros.
Os indicadores antecedentes vieram fracos e já mexeram com o humor do mercado. O ADP mostrou criação de apenas 22 mil vagas no setor privado, metade do esperado, enquanto o relatório Jolts apontou queda nas vagas abertas para 6,5 milhões em dezembro, abaixo das projeções. Esse pano de fundo reforça a narrativa de arrefecimento do mercado de trabalho e sustentou as primeiras apostas mais firmes de corte de juros. Ainda assim, parte dos investidores deve manter cautela até a divulgação do CPI na sexta-feira, que pode calibrar de vez as expectativas para o Fed.
No Brasil, a agenda também é carregada. O mercado acompanha a participação de Galípolo em evento do BTG Pactual pela manhã, especialmente após a leitura inicial do IPCA de janeiro vir acima do desejado. No campo político, a pesquisa Genial/Quaest pode gerar ruído adicional, enquanto no corporativo repercutem o relatório de produção e vendas da Petrobras e os resultados de Suzano e TIM. Banco do Brasil divulga balanço após o fechamento.
O dia promete volatilidade, com o payroll podendo redefinir o timing de corte de juros nos EUA e, consequentemente, influenciar dólar, juros globais e fluxo para emergentes.