preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados entram em modo de espera após o forte rali que levou o S&P 500 para muito perto das máximas históricas. Os futuros operam praticamente estáveis depois de uma alta acumulada de 2,5% nos últimos dois pregões, enquanto o ouro segue firme acima de US$ 5.000/onça, sinal de que parte do fluxo ainda busca proteção.
Depois da volatilidade puxada por IA na semana passada, o mercado vive um breve respiro enquanto aguarda os próximos gatilhos macro. O foco agora é a bateria de dados americanos, começando pelas vendas no varejo, seguidas por payroll e inflação ao longo da semana, números que vão calibrar as expectativas para a trajetória de juros do Federal Reserve.
No overnight, também entra no radar a inflação da China. O consenso aponta consumo ainda resiliente nos EUA, apesar do custo de vida elevado e de um mercado de trabalho que começa a mostrar sinais de fragilidade.
Localmente, o mercado de juros fica concentrado no IPCA de janeiro (9h), dado-chave para o ajuste das apostas para o Copom de março. A expectativa segue alinhada com um ciclo gradual de cortes, em linha com o discurso recente do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
O noticiário econômico também ganha tração com o seminário do BTG Pactual, que reúne autoridades e grandes gestores. Fernando Haddad abre o evento pela manhã, seguido por Hugo Motta e pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. À tarde, painéis com CEOs de infraestrutura e o time macro do BTG, além de gestores como André Jakurski, Luis Stuhlberger e Rogério Xavier. Galípolo fala amanhã cedo, ponto de atenção para a curva.
No calendário corporativo, Suzano e TIM Brasil divulgam resultados após o fechamento.
Também entram no radar novas pesquisas eleitorais ao longo da semana, adicionando uma camada política ao preço dos ativos domésticos.
Resumo: mercado global em pausa técnica após rali, com viés data-dependent. Ouro segue forte, equities laterais e juros aguardando confirmação dos próximos números. No Brasil, IPCA e sinalizações do BC seguem como principal driver de curto prazo.