preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados começam a semana com viés mais cauteloso. Os Treasuries abriram pressionados e o dólar recuou, depois que reguladores chineses sinalizaram a bancos locais para reduzirem a exposição à dívida americana, citando riscos ligados à volatilidade e concentração. As taxas dos EUA subiram ao longo da curva, o enquanto o dólar caiu pelo segundo dia seguido. Bolsas, ouro e cripto operam com movimentos modestos após mais de uma semana de forte volatilidade: futuros do S&P 500 praticamente estáveis após o melhor pregão desde maio, ouro próximo de US$ 5.000/onça.
No front político, o mercado digere a vitória expressiva da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, que reforça o mandato para políticas pró-estímulo, impulsionando ações e yields no Japão e trazendo volatilidade ao iene. No Reino Unido, a incerteza sobre o futuro de Keir Starmer voltou a pesar nos gilts longos, reacendendo dúvidas sobre disciplina fiscal.
A comunicação da China sobre Treasuries se soma ao debate global sobre o status de “porto seguro” da dívida americana em meio às mudanças de política nos EUA — por ora, o movimento é visto mais como diversificação de risco do que como gesto geopolítico.
Agenda macro carregada: nos EUA saem CPI e payroll, enquanto no Brasil teremos IPCA, varejo e serviços. O mercado busca confirmação do corte de 50 bps da Selic em março e novas apostas de flexibilização também pelo Federal Reserve.
Brasil: a temporada de balanços ganha ritmo na B3. Hoje, antes da abertura, sai BTG Pactual; na sequência, Banco do Brasil, Vale e Raízen (com rumores de recuperação judicial rondando o mercado). Amanhã, Petrobras divulga relatório de produção e vendas. Além disso, um evento do BTG em São Paulo deve ajudar a ditar o fluxo local.
Resumo: dólar mais fraco, yields pressionados, commodities estáveis em patamar elevado e foco total na macro desta semana. Dados de inflação/emprego e o noticiário político para calibrar apostas de juros.