preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais operam mistos nesta manhã, após o selloff nas ações mais sensíveis à disrupção por IA, enquanto o ouro voltou a negociar acima de US$ 5.000/onça. Os futuros do S&P 500 sobem levemente, enquanto cresce a rotação para small caps, com o Russell 2000 avançando cerca de 0,4%.
Na Europa, o Stoxx 600 registra alta moderada, puxado por químicas e montadoras. No corporativo, a Novo Nordisk despenca perto de 17% após um guidance de vendas frustrante, enquanto os futuros do Nasdaq 100 seguem voláteis antes do balanço da Alphabet, que sai no after hours.
Nos Estados Unidos, a Câmara aprovou e o presidente Donald Trump já sancionou o projeto de financiamento que encerrou o shutdown parcial do governo. Ainda não há confirmação sobre o payroll de sexta-feira, mas hoje sai o ADP de emprego privado, além dos PMIs da S&P e do ISM, que devem ajudar a calibrar expectativas sobre o ritmo da economia.
No Brasil, o mercado segue ajustando posições após a ata do Copom, com apostas cada vez mais consolidadas em um corte inicial de 50 pontos-base na Selic. Ao mesmo tempo, o fiscal volta ao centro do radar: Câmara e governo fecharam acordo para aprovar reajustes salariais ao funcionalismo, com impacto estimado de R$ 4,3 bilhões apenas no Executivo neste ano, enquanto no Legislativo avançam penduricalhos como licença compensatória, com custo adicional próximo de R$ 800 milhões e possibilidade de salários acima do teto constitucional. Na temporada de resultados, a B3 segue movimentada, com Itaú divulgando após o fechamento e o Santander já tendo antecipado números.
Em resumo, o dia começa com ouro firme como hedge e, localmente, pressão fiscal voltando a contaminar câmbio e curva longa, com atenção redobrada aos dados de emprego (ADP), PMIs e ao balanço da Alphabet ao fim do pregão.