PSF: 26_01_2026
Macro: O dólar opera em queda frente ao real nesta terça-feira (3), acompanhando também a desvalorização da moeda americana no exterior. No Brasil, o mercado reage à divulgação da ata do Copom e às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A ata reforçou que o ritmo e a duração dos cortes da Selic dependerão da evolução dos dados econômicos. A sinalização foi interpretada como cautelosa, sem compromisso prévio com um ciclo longo de afrouxamento. Esse tom contribui para um ambiente de menor pressão cambial no curto prazo.
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CBOT
Soja e óleo: O óleo de soja sobe forte em Chicago, com o contrato março/26 avançando quase 2,5% e sustentando os futuros da soja. O movimento é impulsionado por fatores externos e expectativas ligadas à política de biocombustíveis. O principal gatilho foram declarações de Trump confirmando acordo comercial com a Índia, com redução de tarifas e ampliação de compras de produtos agrícolas e energia. O acordo pode ampliar o acesso do óleo de soja dos EUA ao maior importador global de óleos vegetais. Além disso, o mercado precifica avanços nos programas da EPA, com maior incentivo ao biodiesel e metas de mistura mais robustas.
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🚨 Alerta 1: Óleo sobe forte em Chicago sustentando a soja
Análise Gráfica: Soja reage e sobe acompanhando a alta do óleo
Milho e trigo: O milho registra ganhos moderados na CBOT apesar da alta da soja e do óleo. As vendas de exportação dos EUA seguem fortes na temporada 25/26, sustentando o viés positivo no médio prazo. Apesar das inspeções semanais terem recuado, o acumulado ainda está cerca de 50% acima do ritmo do ano passado. Esse desempenho mantém a expectativa de revisão para cima nas exportações pelo USDA. O próximo relatório WASDE, em 10 de fevereiro, é visto como um ponto-chave para o mercado.
B3
Milho: Mais um dia de alta para os preços do milho na B3. Hoje o cereal opera descolado do movimento do dólar, que enfraquece perante ao real e demais moedas emergentes. Hoje o sentimento que ganha espaço é o de que o milho parou de cair. Esse movimento parece mais como uma estabilização, abrindo caminho para uma nova direção: a princípio, uma recuperação e uma preparação para alta. Mas calma: não dá para esperar uma alta na mesma intensidade da queda que vimos na B3 (Della).
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Clima: As condições desta terça-feira (03) seguem marcadas por dois cenários climáticos opostos e relevantes para o agro. Na faixa central do país, a invernada mantém chuvas frequentes no Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba, atrasando colheita da soja e o plantio da segunda safra. O principal impacto vem da sequência de dias chuvosos, que reduz as janelas operacionais no campo. Em contraste, o Sul do Brasil e o Cone Sul seguem sob estiagem persistente. O Rio Grande do Sul, Uruguai e parte da Argentina continuam sem previsão de chuvas relevantes nos próximos dias, mantendo o risco elevado às lavouras.
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