Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Abertura Macro: Os mercados seguem no modo “venda”

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 02/02/2026 08:24

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Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): +0,02% @ 611,13 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): -0,59% @ 6.925,00 pontos
  • PETRÓLEO (NY): -5,06% @ 61,91 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): +0,10% @ 97,08 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – março/26): +0,05% @ R$ 5,294
  • COMMODITIES: -3,16% @ 116,90 pontos

Os mercados globais iniciam a semana em forte movimento de aversão ao risco. As bolsas recuam pelo quarto dia consecutivo, com investidores reduzindo exposição a ativos de maior risco em meio a um choque de volatilidade que atingiu desde ações até commodities e criptoativos. Os futuros do S&P 500 apontam queda de 0,6%, enquanto o Nasdaq 100 recua 0,9%. Na Ásia, o movimento foi mais intenso, com o índice Kospi, da Coreia do Sul, caindo 5,3%, refletindo a realização no trade ligado à inteligência artificial. Na Europa, as bolsas operam próximas da estabilidade.

A volatilidade segue como principal tema nos mercados. Os metais preciosos passaram por movimentos extremos: o ouro chegou a recuar até 10%, mas reduziu parte das perdas, enquanto a prata chegou a cair 16% antes de recuperar parte do movimento. No mercado de energia, o petróleo Brent recua cerca de 5%, após declarações do presidente dos Estados Unidos indicando negociações com o Irã, o que aumenta a percepção de oferta no mercado. O Bitcoin é negociado próximo de US$ 77 mil, após perdas registradas no fim de semana.

O pano de fundo é de mercados mais tensionados, com um processo amplo de desalavancagem e busca por redução de risco. O aumento expressivo da volatilidade, inclusive em ativos tradicionalmente defensivos, tem levado investidores a reavaliar posições e ajustar portfólios de forma mais conservadora.

No Brasil, a agenda da semana é carregada e pode gerar volatilidade adicional. O destaque fica para a divulgação da ata do Copom, que pode influenciar as expectativas sobre o tamanho do corte da taxa Selic na próxima reunião. No cenário internacional, o mercado acompanha o payroll nos Estados Unidos, além das decisões de política monetária do Banco da Inglaterra e do Banco Central Europeu. Também começa a temporada de balanços no mercado doméstico, com resultados de Itaú, Bradesco e Santander, enquanto nos Estados Unidos saem os números de Amazon e Alphabet. No campo político, investidores monitoram a votação do pacote de financiamento em Washington, que deve encerrar o shutdown parcial do governo, e, no Brasil, a retomada dos trabalhos no Congresso e no Supremo Tribunal Federal, com as investigações sobre fraudes no Banco Master no radar.

Em resumo, o início da semana é marcado por um ambiente defensivo, alta volatilidade e maior sensibilidade a notícias de agenda, exigindo postura mais cautelosa na gestão de risco.


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