Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Macro: Após cair 5,37% em janeiro, o dólar comercial sobe mais de 1% nesta sexta-feira e volta a operar acima de R$ 5,25, acompanhando a valorização global da moeda. O movimento é impulsionado pela alta do dólar IDX e pela queda das moedas emergentes frente ao dólar. O gatilho foi o anúncio de Kevin Warsh como novo presidente do Fed a partir de maio, gerando forte aversão ao risco. A reação incluiu queda das bolsas nos EUA e forte derrocada das commodities, como ouro e prata. Apesar do ruído de curto prazo, o mercado segue vendo tendência de desvalorização do dólar no médio prazo, com juros em queda e política fiscal americana expansionista.
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CBOT
Soja: A soja devolve todos os ganhos registrados na semana no pregão desta sexta-feira. Além do fortalecimento do dólar no mercado global, após a decisão do novo presidente do Fed, por Donald Trump, o mercado também acompanha o fim das compras da China nos EUA e sua migração para novas aquisições no Brasil. A soja brasileira é a mais competitiva e mais ofertada no mesmo diante da entrada da safra e deve gerar maior apetite da China pelas próximas semanas.
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Milho e trigo: O milho e o trigo também finalizam a semana em queda. Além da pressão vinda da soja, a redução das preocupações com o clima no Hemisfério Norte e forte concorrência do trigo na exportação, estão atuando contra os cereais, em especial o trigo. Origens como Rússia e Argentina lideram a demanda e agressividade nos preços do trigo FOB neste momento, causando frustração para os EUA e UE que não estão conseguindo competir nos mesmos patamares. Embora o milho tenha um cenário mais positivo na CBOT, acaba acompanhando a depreciação do trigo e soja.
B3
Milho: Após cinco semanas consecutivas de queda, os futuros do milho terminam com ganhos na B3. O forte salto no dólar nesta sexta-feira, voltando a operar acima dos BRL 5,25 – acabou refletindo em um importante suporte aos preços dos cereais. Além disso, as chuvas retornaram para o Centro-Oeste, causando atrasos pontuais na colheita da soja, o que pode colocar em perigo a janela de semeadura do milho. Embora o cenário ainda não cause preocupação, mas caso persista, poderá interferir em ajustes de área e produtividade do milho segunda safra 2026.
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Análise Gráfica: Milho na B3 reage em alta com ajuste técnico
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Clima: O Centro-Oeste, áreas do Pará e o MATOPIBA seguem com chuvas frequentes, mantendo o padrão mais úmido no Centro-Norte do Brasil. No Sul, após as precipitações pontuais de quinta-feira, o tempo volta a abrir a partir de sexta e ao longo do fim de semana. Na próxima semana, a tendência é de pouca ou nenhuma chuva no RS, Uruguai e grande parte da Argentina, com apenas pancadas isoladas no norte do RS, SC e PR. O retorno mais organizado das chuvas ao Sul é esperado apenas entre 7 e 8 de fevereiro. Para fevereiro, o padrão indica frentes frias episódicas, suficientes para sustentar condições mínimas às lavouras de soja e milho.
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