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🚨 ALERTA 1: Dólar comercial dispara com novo nome para o Fed

Por: Equipe Agrinvest
Alerta, Macro
Publicado em: 30/01/2026 14:36

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Após acumular queda de 5,37% em janeiro até o fechamento de ontem, o dólar comercial sobe mais de 1% nessa sexta-feira. Diante da alta, volta a operar acima de R$ 5,25 nesse momento.

  • USDBRL: +1,14% @ 5,2531

A forte valorização hoje acompanha o movimento global, com o dólar IDX (contra cesta de moedas de países desenvolvidos) disparando 0,64% e divisas emergentes pares do Real recuando entre 0,8% e 2,2% (Rand da África do Sul) frente a moeda norte-americana.

A forte valorização do dólar nesta sexta-feira, última sessão de janeiro, reflete o anúncio do novo presidente do Fed. Trump anunciou hoje de manhã que Kevin Warsh irá substituir Jerome Powell como presidente do Banco Central dos EUA a partir de maio.

Warsh pertenceu ao Conselho de Governadores do Fed entre 2006 e 2011. Antes desse cargo no Fed, Warsh trabalhou no banco Morgan Stanley.

Além de impulsionar o dólar globalmente, a nomeação de Warsh traz forte queda ao mercado acionário dos EUA (-1%) e forte derrocada no preço das commodities, em especial, ouro (-7,8%) e prata (-21%), sinalizando um movimento de forte aversão ao risco nesta sexta-feira.

A percepção do mercado é que Warsh defenda taxa de juros mais baixas, mas sem ser agressivo no afrouxamento monetário como propõe Trump. Ou seja, ele seria um meio-termo entre o atual presidente Jerome Powell e o desejo de taxa baixíssima (1%) por Trump.

Como o mercado esperava alguém mais alinhado ao desejo de Trump, como seu conselheiro econômico, Kevin Hassett, há um ajuste de posição hoje no mercado financeiro global. Os investidores estavam precificando uma política monetária extremamente frouxa pelo novo presidente do Fed e agora precisa reprecificar os ativos para alguém mais conservador, ou seja, que não deverá se dobrar aos desejos de Trump em derrubar os juros rapidamente.

A partir de maio saberemos de fato como será a nova gestão do Fed com Warsh no comando, mas dado seu perfil já conhecido pelo mercado, a primeira impressão é que ele deverá manter a independência do Fed sem aceitar pressão política.

Apesar da reação negativa do mercado hoje, não se espera que haja mudança na expectativa de desvalorização para o dólar ao redor do mundo no curto e médio prazo, pois os juros nos EUA seguirão caindo e a política fiscal deficitária. Portanto, podemos esperar ainda algum ruído no curtíssimo prazo, mas o apetite ao risco voltando para o curto e médio prazo.

 


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