preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados começam o dia com viés positivo, puxados novamente pelas grandes empresas de tecnologia. Em Nova York, os índices futuros viraram para alta após novos anúncios de investimentos robustos em inteligência artificial, reforçando a tese de crescimento estrutural do setor. A Meta chamou atenção ao sinalizar um volume de investimentos bem acima do esperado, impulsionando suas ações no pré-mercado. Empresas ligadas a processamento e armazenamento de dados também operam em alta. Na ponta negativa, a Microsoft recuou após indicar desaceleração no crescimento da nuvem, mesmo com aumento dos gastos. No pano de fundo, ouro e prata renovam máximas históricas, mantendo o viés defensivo na carteira global.
No Brasil, o foco absoluto segue na política monetária. O comunicado do Copom trouxe um forward guidance mais dovish do que o esperado, praticamente antecipando o início do ciclo de cortes da Selic já na próxima reunião. Apesar do discurso de cautela e “serenidade”, o mercado acelerou as apostas e passou a precificar um primeiro corte de 50 pontos-base, com parte dos agentes já flertando com 75 pontos-base. O resultado deve ser um dia de volatilidade elevada na curva de juros, especialmente nos vértices intermediários.
A agenda econômica pode amplificar os movimentos, com divulgação do Caged, do resultado fiscal do Governo Central e uma entrevista do ministro Haddad, todos relevantes para a leitura de atividade, fiscal e condução da política monetária.
No mercado de ações, o fluxo estrangeiro segue como ponto de sustentação. Investidores externos ingressaram com R$ 1,525 bilhão na B3 na sessão de terça-feira (27), dia em que o Ibovespa avançou 1,79%, aos 181.919 pontos, com giro financeiro robusto de R$ 35,3 bilhões. Em janeiro, até o momento, a entrada líquida de capital estrangeiro soma R$ 21,725 bilhões, resultado de compras acumuladas de R$ 350,2 bilhões contra vendas de R$ 328,5 bilhões. No acumulado do ano, o fluxo externo permanece positivo no mesmo montante, reforçando o viés construtivo para a Bolsa, especialmente em dias de alívio na curva de juros.
Nos Estados Unidos, o pregão segue digerindo os balanços corporativos, com fortes reações observadas após o fechamento em empresas como Meta, Tesla, Microsoft e IBM, que devem continuar ditando o humor do mercado ao longo do dia.
Resumo do dia: tecnologia sustentando o apetite a risco lá fora, Copom abrindo espaço para corte de juros, fluxo estrangeiro dando suporte ao Ibovespa e volatilidade como palavra-chave.