Áudio alerta sobre EUA
Macro: O dólar opera em queda no câmbio brasileiro, em uma semana carregada de eventos macro no exterior e no Brasil. Na primeira superquarta do ano, Fed e Copom devem manter juros, mas o foco fica no tom dos comunicados e nas sinalizações para março. Em NY, o mercado também monitora a possível sucessão de Powell e os balanços das big techs, adicionando volatilidade. No Brasil, a agenda é forte com IPCA-15, dados fiscais, setor externo e mercado de trabalho. As incertezas com Trump, agora incluindo ameaças ao Canadá, seguem favorecendo o fluxo para emergentes e sustentando o rali do Ibovespa.
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CBOT
Soja e farelo: A soja é pressionada hoje pela realização nos futuros do farelo, que puxa o complexo para baixo. Além disso, a entrada da colheita no Brasil adiciona oferta e reforça o viés baixista no curto prazo. Na China, os estoques nos portos estão no maior nível desde 2019 para esta época do ano, reduzindo a urgência de compra. Em 2024, o ano começou com 7,7 mi t, mas atrasos no Brasil e menor compra nos EUA derrubaram os estoques para 2,5 mi t em meados de março, mínima da série. Agora, com estoques mais confortáveis, a demanda tende a ficar mais seletiva e sensível a preços.
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Milho e Trigo: O trigo lidera as perdas em Chicago nesta segunda-feira e puxa o milho na carona, devolvendo parte dos ganhos fortes de sexta-feira. Na Euronext, o trigo março/26 também cai forte, com alívio do risco climático nos EUA e na Rússia. O mercado passou a avaliar que a cobertura de neve limita eventuais danos do frio nas lavouras, reduzindo o prêmio de risco. O euro mais forte também piora a competitividade do trigo europeu na exportação e aumenta a pressão sobre Paris. No mercado internacional, a UE enfrenta concorrência agressiva da Argentina no Norte da África, especialmente em Marrocos e Argélia, com disputa acirrada por embarques de fevereiro/março.
B3
Milho: Mais uma sessão de baixa para o milho na B3, com dólar mais fraco, recuo em Chicago e pressão interna reforçando o viés de desvalorização. No físico, o comprador segue com boa liquidez e ofertas continuam surgindo, com produtores negociando direto com consumidores em patamares mais baixos. O milho tributado aumenta a pressão, já que o vendedor fica sem alternativa de exportação em um cenário de soja em queda e demanda externa distante do Brasil. O mercado segue pesado, com comprador confortável e vendedor buscando solução para escoar volume.
Clima: A segunda-feira (26) segue com instabilidades na faixa central do Brasil, com corredor de umidade ativo sustentando pancadas ao longo da semana. No início da semana, a chuva atinge RO, MT, GO, MG e SP, com o MS voltando à rota de instabilidade em forma mais isolada. A partir de terça (27), a instabilidade ganha abrangência, reforça o MS e avança ao Paraguai, enquanto MATOPIBA segue mais seco no curto prazo e melhora mais clara só na segunda metade da semana.
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