Macro: A quarta-feira é de forte queda do dólar frente ao real e a outras moedas emergentes, com o mercado fugindo do USD e dos títulos americanos. O câmbio testa novas mínimas e derruba ainda mais a soja no interior, com indicações no Norte para embarque fevereiro abaixo de R$ 100, mas poucos negócios. O mercado segue precificando o risco de debasement do dólar, sustentando o fluxo para emergentes. O Ibovespa sobe cerca de 4.000 pontos e renova máxima histórica, reforçando a entrada de capital.
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CBOT
Soja e Óleo: Indícios de que autoridades dos EUA e da China se reuniram em Davos estão sustentando os futuros da soja na sessão desta quarta-feira. Scott Bessent teria conversado com He Lifeng, enquanto Jamieson Greer citou a chance de um novo encontro antes da reunião Trump-Xi prevista para abril. A China praticamente já cumpriu a promessa de comprar 12 Mi t de soja dos EUA. Ainda assim, o mercado já precifica que o foco da China deve migrar para a soja brasileira nas próximas semanas. Por falar em Brasil, a colheita da safra 2025/26 já começou, colocando pressão sazonal sobre a demanda por soja dos EUA. Na Argentina, preocupações com o clima trazem suporte à soja e ao farelo.
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Trigo: Apesar da forte alta da soja, futuros do milho e trigo atuam com leves perdas. Na Euronext, o trigo também atua estável após a sessão de queda no dia anterior. Mesmo assim, o mercado segue limitado pela fraqueza em Chicago e pela forte concorrência no mercado de exportação. A competitividade do trigo americano e europeu seguem desafiadas pela forte concorrência da Rússia, com o trigo 12,5% de proteína na faixa de 228-230 USD/t, contra o trigo alemão de 242 USD/t, ambos no FOB.
B3
Milho: Mais um dia de forte queda para o milho na B3, com o mercado começando a sentir o efeito da desvalorização da soja com a entrada da colheita e as boas perspectivas para o milho safrinha, com plantio acelerando no MT. O plantio do milho verão 25/26 alcançou 90,7% da área, alinhado ao ano passado e acima da média de 5 anos. A colheita já começou no Sul, com avanço lento no RS por chuvas localizadas, mas com produtividades iniciais acima do esperado, enquanto SC já colheu 2,8% e o PR com 1%. No Paraná, o plantio da safrinha 2026 começou e já atinge 2% da área, em ritmo próximo ao histórico.
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Clima: No horizonte de cinco dias, entre hoje e domingo, 25, um corredor de umidade permanece mais ativo sobre centro-norte do Mato Grosso, centro-norte de Goiás e centro-norte de Minas Gerais. Espírito Santo, Pará e Tocantins também entram na rota de maior instabilidade. Já no MATOPIBA, o cenário segue marcado por grande variabilidade: Maranhão, Piauí e parte do norte e leste da Bahia tendem a registrar chuvas bastante irregulares, com falhas importantes mesmo em áreas próximas.
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