preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais iniciam o dia em modo claramente defensivo, com a aversão a risco se intensificando após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Europa em torno da Groenlândia. A falta de qualquer sinal de desescalada política voltou a pressionar os ativos de risco, especialmente ações.
Os futuros de Nova York recuam forte na volta do feriado, com o S&P 500 caindo cerca de 1,6% e o Nasdaq 100 perto de 1,9%, colocando em xeque os ganhos do ano. Na Europa, as bolsas recuam em torno de 1,2%, ampliando as perdas após o pior pregão do Stoxx 600 em dois meses. O estopim segue sendo Donald Trump, que reacendeu temores de um novo conflito comercial entre aliados ao insistir na questão da Groenlândia e ao ameaçar tarifas sobre produtos franceses, após Emmanuel Macron descartar apoio a uma iniciativa liderada pelos EUA.
No mercado de juros, uma forte liquidação nos títulos japoneses contaminou as curvas globais. Investidores reagiram negativamente às propostas fiscais da primeira-ministra Sanae Takaichi, levando o juro do papel japonês de 40 anos a uma nova máxima histórica. O movimento se espalhou para os Treasuries, com a taxa do título americano de 30 anos subindo para perto de 4,93%.
Além do tema tarifário, o risco político nos EUA segue elevado. Hoje, a Suprema Corte pode se pronunciar sobre a legalidade das tarifas, e amanhã julga o caso envolvendo Lisa Cook, diretora do Fed que Trump tenta remover do cargo. A Casa Branca já sinalizou que qualquer revés judicial será respondido com novos impostos.
O pano de fundo segue dominado por ruído político, volatilidade elevada e fluxo defensivo, com os mercados atentos aos desdobramentos em Washington e ao discurso de Trump em Davos.