preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
O tom desta segunda-feira é claramente de cautela nos mercados globais. Bolsas europeias e futuros de Wall Street operam em queda, enquanto ativos de proteção, como ouro e franco suíço,avançam, após uma nova escalada retórica do presidente Donald Trump no front comercial e geopolítico.
Trump ameaçou impor tarifas de 10%, com possibilidade de elevação para 25% a partir de junho, a oito países europeus (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido), caso não haja autorização para que os EUA avancem no controle da Groenlândia. A sinalização reacendeu temores de guerra comercial justamente em um momento em que o apetite a risco vinha sendo sustentado por balanços corporativos resilientes e pelo fluxo estrutural para inteligência artificial.
Na Europa, o Stoxx 600 cai cerca de 1,3%, com pressão concentrada nos setores automotivo e de luxo. Na contramão, ações de defesa como o banco Goldman Sachs renovaram máximas históricas, refletindo a leitura de maior tensão geopolítica. Nos EUA, os futuros do S&P 500 recuam em torno de 1,2%.
O movimento de aversão ao risco impulsiona os metais preciosos: ouro rompe novas máximas, acima de US$ 4.650/onça, e a prata também marca recordes.
Na agenda macro, a semana começa com dados relevantes da China, incluindo PIB do 4º tri crescendo 4,5%. Mais adiante, o foco recai sobre PIB e PCE nos EUA, além dos balanços de Intel e Netflix. O cenário internacional ainda será agitado pela reunião do Bank of Japan e pelo início do Fórum de Davos, que começa hoje com presença recorde de chefes de Estado, e ausência do presidente brasileiro.
Na Europa, o pano de fundo adiciona volatilidade: a União Europeia discute tarifas retaliatórias que podem atingir até €93 bilhões em produtos dos EUA, elevando o risco de um novo ciclo de medidas e contramedidas.
No Brasil, a agenda é esvaziada, com destaque apenas para arrecadação, e o mercado tende a operar a reboque do ambiente externo, sensível a mais um surto de volatilidade provocado pelas sinalizações de Trump. O foco segue no fluxo global, no dólar e nos desdobramentos do risco geopolítico.