Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Abertura Macro: a China encontrou novos mercados para suas exportações

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 14/01/2026 08:36

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Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): +0,08% @ 610,93 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): -0,41% @ 6.972,75 pontos
  • PETRÓLEO (NY): +1,46% @ 62,05 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): -0,06% @ 99,07 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – fevereiro/26): -0,10% @ R$ 5,390
  • COMMODITIES: +0,77% @ 115,34 pontos

Os mercados globais começam o dia em modo cautela, com ativos de risco sob pressão diante de uma combinação de temporada de balanços, tensões geopolíticas e ruído institucional nos EUA.

Nos Estados Unidos, os futuros apontam para a primeira sequência de duas quedas em 2026, com o S&P 500 recuando cerca de 0,4%, enquanto investidores aguardam novos resultados do setor bancário após a decepção com JPMorgan Chase & Co.. Hoje é a vez de Bank of America Corp., Citigroup Inc. e Wells Fargo & Co., antes da abertura em Nova York.

Na Europa, as bolsas operam em leve alta, enquanto a Ásia segue surpreendendo com boa alta, sustentada pela expectativa de eleições no Japão que podem reforçar a agenda pró-estímulos da primeira-ministra Sanae Takaichi.

O grande destaque segue sendo o mercado de metais. Prata rompeu US$ 90/onça pela primeira vez, ouro renovou máximas históricas e cobre e estanho também avançaram. O movimento reflete tanto expectativas fortes de demanda industrial quanto a busca por proteção diante das críticas recentes à independência do Federal Reserve e do cenário geopolítico mais tenso.

A agenda desta quarta-feira é carregada nos EUA: discursos de membros do Fed, PPI, vendas no varejo e Livro Bege. Apesar do volume de dados, o consenso segue apontando que o primeiro corte de juros só deve ocorrer em junho. O mercado também monitora um possível veredito da Suprema Corte sobre tarifas.

No radar geopolítico, cresce o estado de alerta com sinais de possível intervenção dos EUA no Irã. O Departamento de Estado recomendou que cidadãos americanos deixem o país imediatamente, elevando a aversão ao risco e impulsionando o petróleo.

Na China, a balança comercial reforçou o pano de fundo global: o superávit atingiu US$ 1,2 trilhão em 2025, novo recorde. As exportações cresceram 6,6% na comparação anual, bem acima do esperado, com redirecionamento de vendas para Sudeste Asiático e Europa, compensando a queda nas remessas aos EUA em meio à guerra tarifária.

No Brasil, o foco doméstico fica por conta da primeira pesquisa eleitoral Quaest para 2026, prevista para as 10h, trazendo a avaliação do governo Lula e o quadro inicial da disputa pelo Planalto.

Resumo: fluxo defensivo nos EUA, metais em rali, cripto forte, petróleo sensível ao noticiário do Oriente Médio e atenção redobrada à agenda macro e aos balanços hoje.


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