Áudio alerta sobre EUA
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais começam o dia em modo cautela, com ativos de risco sob pressão diante de uma combinação de temporada de balanços, tensões geopolíticas e ruído institucional nos EUA.
Nos Estados Unidos, os futuros apontam para a primeira sequência de duas quedas em 2026, com o S&P 500 recuando cerca de 0,4%, enquanto investidores aguardam novos resultados do setor bancário após a decepção com JPMorgan Chase & Co.. Hoje é a vez de Bank of America Corp., Citigroup Inc. e Wells Fargo & Co., antes da abertura em Nova York.
Na Europa, as bolsas operam em leve alta, enquanto a Ásia segue surpreendendo com boa alta, sustentada pela expectativa de eleições no Japão que podem reforçar a agenda pró-estímulos da primeira-ministra Sanae Takaichi.
O grande destaque segue sendo o mercado de metais. Prata rompeu US$ 90/onça pela primeira vez, ouro renovou máximas históricas e cobre e estanho também avançaram. O movimento reflete tanto expectativas fortes de demanda industrial quanto a busca por proteção diante das críticas recentes à independência do Federal Reserve e do cenário geopolítico mais tenso.
A agenda desta quarta-feira é carregada nos EUA: discursos de membros do Fed, PPI, vendas no varejo e Livro Bege. Apesar do volume de dados, o consenso segue apontando que o primeiro corte de juros só deve ocorrer em junho. O mercado também monitora um possível veredito da Suprema Corte sobre tarifas.
No radar geopolítico, cresce o estado de alerta com sinais de possível intervenção dos EUA no Irã. O Departamento de Estado recomendou que cidadãos americanos deixem o país imediatamente, elevando a aversão ao risco e impulsionando o petróleo.
Na China, a balança comercial reforçou o pano de fundo global: o superávit atingiu US$ 1,2 trilhão em 2025, novo recorde. As exportações cresceram 6,6% na comparação anual, bem acima do esperado, com redirecionamento de vendas para Sudeste Asiático e Europa, compensando a queda nas remessas aos EUA em meio à guerra tarifária.
No Brasil, o foco doméstico fica por conta da primeira pesquisa eleitoral Quaest para 2026, prevista para as 10h, trazendo a avaliação do governo Lula e o quadro inicial da disputa pelo Planalto.
Resumo: fluxo defensivo nos EUA, metais em rali, cripto forte, petróleo sensível ao noticiário do Oriente Médio e atenção redobrada à agenda macro e aos balanços hoje.