Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Abertura Macro: o dólar cai forte lá fora  

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 12/01/2026 08:47

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Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): -0,12% @ 608,91 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): -0,58% @ 6.963,75 pontos
  • PETRÓLEO (NY): -0,64% @ 58,75 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): -0,35% @ 99,04 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – fevereiro/26): -0,10% @ R$ 5,391
  • COMMODITIES: +1,26% @ 113,53 pontos

Os mercados iniciam a semana em modo defensivo, com pressão sobre ativos americanos em meio à escalada de tensão entre a Casa Branca e o Federal Reserve. Futuros de ações e o dólar recuam, enquanto os juros longos sobem forte e o ouro renova máximas, refletindo busca por proteção.

Os futuros do S&P 500 caem 0,6% e o Nasdaq 100 recua 0,9% após Jerome Powell revelar que o Fed foi alvo de intimações de um júri federal relacionadas às reformas da sede da instituição, movimento interpretado como retaliação à resistência do banco central em seguir a preferência do governo por cortes mais agressivos de juros. O dólar registra a maior queda desde o início do recesso de Natal, enquanto os títulos longos sofrem: o yield da T-note de 30 anos sobe 5 pb, para 4,86%, com receio de que uma política excessivamente leniente reacenda a inflação. Ouro avança até 2% e o franco suíço se destaca entre os portos seguros.

No campo macro, a semana marca a retomada plena do fluxo com agenda carregada. No Brasil, os dados de atividade ganham protagonismo, serviços, varejo e IBC-Br de novembro, além do retorno do trade eleitoral com nova pesquisa Quaest para o Planalto. Hoje, às 14h, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, se reúne com Galípolo e Ailton de Aquino (BC), tendo o caso Master como foco de ruídos. Lá fora, após o payroll, o mercado acompanha o CPI dos EUA (terça), o Livro Bege (quarta) e a abertura da temporada de balanços bancários.

O ruído político segue intenso. Powell voltou a público no domingo, em vídeo, para denunciar “intimidação” por parte do governo Trump, após ter sido intimado na sexta-feira. Segundo o presidente do Fed, a ameaça de investigação criminal integra uma campanha recorrente de pressão contra sua gestão, que tem se mantido ancorada nos dados econômicos, e não em preferências políticas.

Resumo: risk-off no exterior, dólar pressionado, curva longa abrindo, ouro firme. No Brasil, atenção redobrada à atividade e ao noticiário político-institucional.


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