preços da soja decolam...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados iniciam a semana em modo defensivo, com pressão sobre ativos americanos em meio à escalada de tensão entre a Casa Branca e o Federal Reserve. Futuros de ações e o dólar recuam, enquanto os juros longos sobem forte e o ouro renova máximas, refletindo busca por proteção.
Os futuros do S&P 500 caem 0,6% e o Nasdaq 100 recua 0,9% após Jerome Powell revelar que o Fed foi alvo de intimações de um júri federal relacionadas às reformas da sede da instituição, movimento interpretado como retaliação à resistência do banco central em seguir a preferência do governo por cortes mais agressivos de juros. O dólar registra a maior queda desde o início do recesso de Natal, enquanto os títulos longos sofrem: o yield da T-note de 30 anos sobe 5 pb, para 4,86%, com receio de que uma política excessivamente leniente reacenda a inflação. Ouro avança até 2% e o franco suíço se destaca entre os portos seguros.
No campo macro, a semana marca a retomada plena do fluxo com agenda carregada. No Brasil, os dados de atividade ganham protagonismo, serviços, varejo e IBC-Br de novembro, além do retorno do trade eleitoral com nova pesquisa Quaest para o Planalto. Hoje, às 14h, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, se reúne com Galípolo e Ailton de Aquino (BC), tendo o caso Master como foco de ruídos. Lá fora, após o payroll, o mercado acompanha o CPI dos EUA (terça), o Livro Bege (quarta) e a abertura da temporada de balanços bancários.
O ruído político segue intenso. Powell voltou a público no domingo, em vídeo, para denunciar “intimidação” por parte do governo Trump, após ter sido intimado na sexta-feira. Segundo o presidente do Fed, a ameaça de investigação criminal integra uma campanha recorrente de pressão contra sua gestão, que tem se mantido ancorada nos dados econômicos, e não em preferências políticas.
Resumo: risk-off no exterior, dólar pressionado, curva longa abrindo, ouro firme. No Brasil, atenção redobrada à atividade e ao noticiário político-institucional.