Áudio alerta sobre EUA
Macro: O dólar opera em queda nesta tarde de sexta-feira. O mercado digere os dados do Payroll, onde a expectativa era de que o mercado de trabalho americano tivesse criado 70 mil vagas de emprego, mas criou apenas 50 mil. Além disso, houve revisão dos números dos meses passado, mostrando piora nos indicadores. O dado, portanto, é visto como um sinal de desaceleração da economia americana, o que aumenta as chances de que o Fed possa seguir seu ciclo de afrouxamento na taxa de juros americanos, resultando no enfraquecimento do dólar.
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CBOT
Soja: A soja fecha a semana em alta em Chicago, sustentada pela valorização do petróleo e pela continuidade das compras chinesas de soja americana. O avanço do petróleo dá suporte ao complexo via óleo de soja, ajudando a compensar parte do déficit das exportações dos EUA. Na China, as margens de esmagamento seguem pressionadas, com novos leilões programados e ritmo mais lento de recebimento devido às inspeções mais rígidas. A menor chegada de soja pode reduzir compras do Brasil, embora os prêmios sigam firmes e tenham avançado nas últimas semanas. No clima, as chuvas previstas para a América do Sul reforçam a expectativa de safra cheia no Brasil.
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Milho e Trigo: Apesar do recuo de hoje, o milho também registra bons ganhos no acumulado da semana. O trigo também ganhou suporte nos últimos dias, sustentado pela projeção de queda na área de trigo de inverno dos EUA, manutenção do conflito entre Rússia e Ucrânia, assim como as preocupações com o clima de frio intenso nas planícies dos EUA. No caso do milho, a sustentação segue pela boa demanda de milho americano e perspectiva de queda nos estoques finais dos EUA no próximo relatório do USDA.
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B3
Milho: Mesmo com o vendedor mais ativo nos últimos dias, pressionando o físico e a B3, as quedas do milho foram limitadas e já dão sinais de estabilização. Do lado da demanda, as indústrias estão bem abastecidas, com contratos fechados, o que reduz o apetite comprador no curto prazo. O macro também não ajuda, com dólar em queda, CBOT lateralizada e exportações perdendo ritmo. O produtor prioriza agora a entrega da soja no fim de janeiro e início de fevereiro, aproveitando preços melhores e fretes possivelmente mais folgados, tentando liberar espaço nos silos. A próxima semana será decisiva para saber se o mercado destrava ou segue andando de lado.
Clima: Entre esta sexta-feira e o sábado, as chuvas ganham abrangência no Sul do país. O noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná, sul do Mato Grosso do Sul e grande parte do Paraguai devem registrar volumes mais elevados. Em algumas localidades, os acumulados podem superar 80 milímetros, embora não se trate de um evento homogêneo. De maneira geral, os volumes tendem a ser suficientes para manter bons níveis de umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
