PSF: 29_12_2025
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados iniciam a sessão em tom de acomodação, com realização de lucros nas ações de tecnologia em Nova York após o rali recente puxado pela narrativa de inteligência artificial. Os futuros do Nasdaq 100 recuam cerca de 0,3%, encerrando uma sequência de três altas, enquanto o S&P 500 futuro cede em torno de 0,2%. A Intel devolve parte dos ganhos do começo do ano, enquanto a Nvidia destoa, sustentada por sinais de que a China pode voltar a permitir a importação dos chips H200.
O destaque positivo do dia segue no setor de defesa. A sinalização de Donald Trump de elevar os gastos militares dos Estados Unidos para US$ 1,5 trilhão em 2027 impulsiona fortemente as ações do segmento, evidenciando rotação setorial no mercado americano.
Metais preciosos corrigem, com a prata caminhando para US$ 75 por onça e o ouro recuando em direção a US$ 4.400, enquanto o petróleo Brent se mantém acima de US$ 60 o barril.
Na agenda, o investidor reduz risco antes do principal teste da semana, amanhã, quando saem o payroll nos Estados Unidos e o IPCA no Brasil. Hoje, o foco recai sobre o auxílio-desemprego nos EUA (10h30) e a produção industrial de novembro do IBGE (9h), com expectativa de dado fraco, reforçando o cenário de corte da Selic em março. No exterior, o consenso segue apontando para uma primeira flexibilização do Fed em abril.
No cenário político, cresce a expectativa de que Lula vete o PL da dosimetria. O mercado também acompanha o desenrolar do caso Master, que evidencia o embate entre o Banco Central e o TCU e adiciona ruído ao ambiente doméstico. Reportagem da agência Estado (Broadcaast) aponta que investidores internacionais e bancos globais têm buscado interlocução no Brasil, preocupados com o risco de ingerência do TCU sobre a independência do BC, mantendo o prêmio de risco elevado e o estrangeiro mais defensivo.
Resumo: realização em techs, rotação para defesa, juros longos levemente mais altos, commodities metálicas em correção e Brasil pressionado por risco institucional, com o mercado à espera dos dados-chave de amanhã.