Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Abertura Macro: dia de aversão ao risco

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 08/01/2026 08:30

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Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): -0,32% @ 603,06 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): -0,18% @ 6.951,00 pontos
  • PETRÓLEO (NY): +1,21% @ 56,67 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): +0,06% @ 98,74 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – fevereiro/26): +0,00% @ R$ 5,421
  • COMMODITIES: -0,33% @ 111,34 pontos

Os mercados iniciam a sessão em tom de acomodação, com realização de lucros nas ações de tecnologia em Nova York após o rali recente puxado pela narrativa de inteligência artificial. Os futuros do Nasdaq 100 recuam cerca de 0,3%, encerrando uma sequência de três altas, enquanto o S&P 500 futuro cede em torno de 0,2%. A Intel devolve parte dos ganhos do começo do ano, enquanto a Nvidia destoa, sustentada por sinais de que a China pode voltar a permitir a importação dos chips H200.

O destaque positivo do dia segue no setor de defesa. A sinalização de Donald Trump de elevar os gastos militares dos Estados Unidos para US$ 1,5 trilhão em 2027 impulsiona fortemente as ações do segmento, evidenciando rotação setorial no mercado americano.

Metais preciosos corrigem, com a prata caminhando para US$ 75 por onça e o ouro recuando em direção a US$ 4.400, enquanto o petróleo Brent se mantém acima de US$ 60 o barril.

Na agenda, o investidor reduz risco antes do principal teste da semana, amanhã, quando saem o payroll nos Estados Unidos e o IPCA no Brasil. Hoje, o foco recai sobre o auxílio-desemprego nos EUA (10h30) e a produção industrial de novembro do IBGE (9h), com expectativa de dado fraco, reforçando o cenário de corte da Selic em março. No exterior, o consenso segue apontando para uma primeira flexibilização do Fed em abril.

No cenário político, cresce a expectativa de que Lula vete o PL da dosimetria. O mercado também acompanha o desenrolar do caso Master, que evidencia o embate entre o Banco Central e o TCU e adiciona ruído ao ambiente doméstico. Reportagem da agência Estado (Broadcaast) aponta que investidores internacionais e bancos globais têm buscado interlocução no Brasil, preocupados com o risco de ingerência do TCU sobre a independência do BC, mantendo o prêmio de risco elevado e o estrangeiro mais defensivo.

Resumo: realização em techs, rotação para defesa, juros longos levemente mais altos, commodities metálicas em correção e Brasil pressionado por risco institucional, com o mercado à espera dos dados-chave de amanhã.


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