PSF: 29_12_2025
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais ensaiam a primeira correção de 2026, com investidores recalibrando risco na abertura do ano e ajustando posições após a forte arrancada recente. O movimento é de risk-off moderado, com queda generalizada dos yields e realização em bolsa.
Os futuros do S&P 500 recuam cerca de 0,2% após o índice renovar máximas na véspera, enquanto os contratos do Nasdaq 100 cedem 0,3%. Na Europa, os mercados operam de lado, e na Ásia o dia também caminha para a primeira baixa do ano. A leitura é de pausa técnica depois de um rali sustentado por expectativa de lucros sólidos e inflação ainda comportada, o que mantém vivo o cenário de cortes de juros pelo Federal Reserve.
O pano de fundo geopolítico segue mais carregado, com a transição de poder na Venezuela, declarações mais duras de Donald Trump e tensões no eixo China–Japão, mas o mercado, por ora, trata isso como ruído secundário. A leitura dominante é de um “respiro” necessário após a forte concentração em equities, com investidores reavaliando alocação num ambiente mais incerto.
No macro, o foco do dia está totalmente nos dados de emprego dos EUA. Às 10h15 sai o ADP de dezembro, com expectativa de criação de cerca de 48 mil vagas, revertendo a queda do mês anterior. Às 12h, o destaque é o relatório JOLTS de novembro. Ambos servem como aquecimento para o payroll de sexta-feira, ajudando a calibrar expectativas sobre atividade e trajetória de juros.
No petróleo, a indicação é de abertura com gap de baixa, após Trump afirmar que a Venezuela entregará entre 30 e 50 milhões de barris aos Estados Unidos. Ainda assim, o mercado parece relativamente indiferente ao tema, com o fluxo voltando rapidamente para a agenda de indicadores.
Resumo: dia de acomodação, com ajuste fino de risco após o rali, yields em queda e atenção máxima aos dados de emprego nos EUA. Volatilidade tende a aumentar conforme o mercado se posiciona para o payroll.