PSF: 29_12_2025
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
O início da semana traz um mercado mais cauteloso lá fora, após a forte arrancada de janeiro em Wall Street. O rali perdeu tração com investidores promovendo rotação para ações regionais e reduzindo apostas direcionais enquanto aguardam novos indicadores para testar a real temperatura da economia americana. O S&P 500 deve abrir próximo da estabilidade, dando uma pausa no movimento liderado por papéis ligados à inteligência artificial.
Na Europa, bolsas caminham de lado; na Ásia, o viés segue positivo, com alta pelo quarto pregão seguido e emergentes renovando máximas. No macro, dólar praticamente neutro, Treasuries levemente pressionados e o Brent segue comportado abaixo de US$ 62.
A agenda do dia não traz grandes catalisadores. O destaque fica para o PMI composto de dezembro nos EUA e na Europa. No Brasil, a balança comercial sai às 15h, seguida de entrevista de Geraldo Alckmin. Após o movimento mais especulativo nas ações de petróleo, impulsionado pelo noticiário envolvendo a Venezuela e Trump, o mercado tende a entrar em modo aguardar: o risco geopolítico segue no radar, mas sem prêmio adicional relevante neste momento.
No front doméstico, o caso do banco Master volta a ganhar protagonismo. A autorização para que o TCU faça inspeções urgentes no Banco Central sobre o processo de liquidação adiciona ruído institucional ao mercado. A reação do setor financeiro, com defesa pública da atuação técnica do BC e da sua independência, ajuda a conter parte do estresse, mas o tema ainda pode gerar volatilidade, especialmente no câmbio, dependendo do tom das próximas sinalizações.