PSF: 29_12_2025
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados começam a semana em modo misto, combinando busca por proteção e apetite por risco, após a captura relâmpago do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que elevou o ruído geopolítico.
O ouro disparou mais de 2%, rompendo US$ 4.430/onça, enquanto a prata avançou cerca de 4%, refletindo hedge clássico em momentos de incerteza. O dólar também ganhou força e caminha para a maior alta desde novembro. Ainda assim, o risk-on segue vivo: futuros do Nasdaq 100 sobem perto de 0,5%, puxados por chips, com AMD e Micron liderando ganhos no pré-mercado; o S&P 500 avança de forma mais contida.
No petróleo, a reação foi surpreendentemente moderada. O Brent ronda US$ 60/barril, sinalizando que o mercado absorveu o choque sem prêmio de risco relevante, especialmente após a Opep+ reafirmar que não pretende alterar a produção. Nos EUA, ações do setor de energia sobem, com destaque para a Chevron, após Donald Trump ventilar um plano de retomada da indústria venezuelana sob liderança americana.
O pano de fundo segue sensível: ouro e dólar oferecem proteção enquanto as bolsas indicam pouca preocupação com o impacto do evento sobre o bull market global. No calendário, a semana é carregada, com payroll e IPCA de dezembro na sexta. A Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência hoje (12h), com participação do Brasil, ponto de atenção para o fluxo e para o sentimento ao longo do dia.