PSF: 22_12_2025
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais caminham para o encerramento do ano com baixa liquidez e pouca disposição a risco, em um ambiente marcado pela ausência de catalisadores relevantes. Os futuros do S&P 500 operam próximos da estabilidade após duas sessões consecutivas de queda, enquanto as bolsas europeias apresentam desempenho relativamente melhor, apoiadas pela recuperação dos metais e pelo avanço das ações de mineração. Na Ásia, os índices oscilaram levemente no território negativo, refletindo o mesmo tom cauteloso.
No câmbio, o destaque do dia vem da China, com o yuan onshore se fortalecendo e rompendo o nível de 7,00 por dólar pela primeira vez desde 2023, em um movimento que pressiona o dólar globalmente, levando a moeda americana a perder força frente aos principais pares. Em commodities, ouro e prata tentam se firmar após a correção recente, ainda com volatilidade elevada, enquanto o petróleo sustenta ganhos moderados, equilibrando riscos geopolíticos envolvendo Venezuela, Rússia e Irã com a narrativa de excesso de oferta global. No mercado de juros, os Treasuries seguem praticamente estáveis, com o rendimento da T-note de 10 anos ao redor de 4,12%.
Apesar do marasmo de curto prazo, o pano de fundo segue construtivo, com as ações globais caminhando para o terceiro ano consecutivo de valorização. O índice mundial acumula alta próxima de 21% em 2025, caminhando para o melhor desempenho anual desde 2019.
No Brasil, hoje é o último pregão da B3 em 2025, mas a agenda ainda é relevante. Às 16h saem as atas do Fed, com o mercado amplamente precificado para uma pausa nos juros em janeiro. No cenário doméstico, ganha força a leitura de que o Copom deve adiar o início do ciclo de cortes da Selic para março, com o mercado de trabalho funcionando como fiel da balança. Nesse contexto, são importantes a divulgação da Pnad Contínua (9h), do Caged de novembro (14h) e do resultado do setor público consolidado (8h30). No noticiário corporativo, o mercado acompanha mais um capítulo da novela envolvendo o Banco Master.
Resumo: mercado em modo de encerramento de ano, com liquidez reduzida e pouca convicção direcional. O dólar perde força no global, metais tentam formar base após a correção e o petróleo segue sustentado por risco geopolítico. Com Fed e Copom amplamente precificados, o fluxo tende a falar mais alto do que o fundamento no último pregão da B3.