China comprou soja US
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
A liquidez tende a permanecer limitada nesta Black Friday. Em Nova York, o pregão funciona em horário encurtado, as bolsas encerram às 15h e o mercado de Treasuries fecha às 16h — e não há indicadores relevantes na agenda norte-americana. O foco segue no debate sobre cortes de juros, após um mês volátil para os ativos globais.
No Brasil, saem hoje a Pnad Contínua e o resultado primário de outubro, mas a expectativa é de impacto limitado sobre as apostas para o Copom de janeiro. Ontem, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, esfriou o entusiasmo do mercado ao reforçar que a autoridade monetária não se deixa guiar por “um dado específico” e que seguirá perseguindo o centro da meta de inflação, pelo tempo necessário.
A fala veio após um Caged mais fraco: outubro registrou criação de 85 mil vagas formais, bem abaixo do consenso de 120 mil e marcado por desaceleração relevante frente às 213 mil vagas de setembro. A curva de juros chegou a operar em queda antes do discurso, mas os contratos curtos apagaram o movimento assim que Galípolo retomou um tom firme, sem sinalizar pressa ou mudança de trajetória.
No campo corporativo, o destaque local fica para o Novo Plano de Negócios da Petrobras, que deve movimentar o noticiário ao longo do dia.
Nos mercados globais, o S&P 500 caminha para encerrar novembro com a primeira queda mensal desde abril, em meio à diminuição de liquidez e após um início de mês marcado por volatilidade. Antes de uma falha técnica interromper negociações na CME, os futuros operavam estáveis. Ainda assim, o sentimento segue apoiado na expectativa de cortes de juros pelo Fed, com chances de redução já em dezembro girando perto de 80% antes da interrupção do pregão.
No pré-mercado, ações como Alphabet e Amazon mostram leve alta, enquanto o feriado prolongado nos EUA deve manter o volume contido até a próxima semana.