China comprou soja US
Macro: Hoje é feriado nos EUA, o que traz pouca liquidez para o dólar e mercado acionário brasileiro. Com isso, o dólar tem leve alta, operando próximo dos BRL 5,35. Já o Ibovespa atua praticamente estável, na faixa dos 158.400 pontos. O destaque por aqui será o Caged de outubro, com expectativa de criação de aproximadamente 105 mil vagas formais. Um número mais fraco de Caged reforça a expectativa de corte de juros por parte do BC.
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CBOT
Soja e Milho: Sem CBOT hoje, o foco está na “era da soja política”, com um mercado guiado por movimentos e tendências causados por decisões políticas. Outro assunto que corre por fora, é a divulgação de que a alfândega chinesa baniu um cargo de soja da Cargill. O GACC ainda vai notificar o MAPA, repetindo o padrão visto em janeiro, quando pesticidas não autorizados levaram à suspensão de tradings. Agora, o problema seria “pesticida de trigo” em um navio que nem carrega trigo, operando no TEG, que não exporta trigo. O Panamax havia carregado carvão antes e cevada depois, levantando a pergunta: onde está o trigo?
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Mercados na Ásia: Soja política
B3
Milho: Mesmo sem a referência de Chicago, o milho opera com bons ganhos nesta quinta-feira na B3, sustentado pelas preocupações com o clima para a safrinha 2026 e o desenvolvimento das lavouras de soja. A irregularidade no padrão de chuvas na faixa Centro-Norte do país tem refletido em atrasos e replantio na soja, o que vai alongar a janela de colheita e implantação da safrinha. Já há atrasos na aquisição de insumos, dando sinais de que alguns produtores podem reduzir a área plantada, a fim de mitigar os riscos agroclimáticos.
Clima: As chuvas melhoraram no Centro-Norte, mas ainda são irregulares e seguem atrasando a semeadura da soja em GO, MG, MA, PI e norte da BA. Esse ritmo lento deve atrasar a colheita para o final fevereiro e março, reduzindo a janela ideal do milho safrinha. Os indicadores climáticos apontam transição de La Niña para neutralidade entre JFM, padrão que costuma antecipar o corte das chuvas nessas regiões. Se isso se confirmar, o milho 2ª safra enfrentará maior risco agroclimático.
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