Prêmios da soja caindo forte hoje
Macro: O dólar opera praticamente estável nesta tarde, mas apresentou forte volatilidade ao decorrer do dia. Pela manhã, a divisa americana chegou a testar os R$ 5,624 – mas perdeu a força ao decorrer do pregão. Ontem o COPOM decidiu pela manutenção na taxa de juros brasileira, a Selic, deixando-a em 15% ao ano. O embate tarifário entre Trump e o Brasil continua no radar, mesmo com a divulgação da lista de exceções com mais de 700 produtos. O clima segue tenso e o mercado monitora os próximos passos da Casa Branca e do governo brasileiro.
CBOT
Soja e Milho: A soja finaliza o mês de julho em forte queda na Bolsa de Chicago. O contrato de set/25 opera nas mínimas de abril, com o mercado sinalizando preocupação com o fraco ritmo do programa de exportação de soja dos EUA. Embora o milho apresente ligeira valorização no pregão de hoje, o cereal também renova mínimas desde ago/24, diante da expectativa de safra recorde nos EUA e mercado bem ofertado a nível global. Com a forte derrocada do cereal no último mês, os preços do milho americano no PNW seguem bastante competitivos, o que tem estimulado fortemente as vendas de exportação da safra nova.
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USDA: Vendas de milho continuam fortes. Milho do PNW bem mais barato que o Brasil
Agrochina: A cobertura de soja da China está avançando rápido
Trigo: A continuidade da colheita do trigo no Hemisfério Norte e a expectativa de recuperação nos estoques finais dos EUA, também repercutiram na pressão sobre o ativo nas últimas semanas. O trigo CBOT está nas mínimas de maio/25 e não há fundamentos que reforcem um cenário de recuperação para os preços no curto prazo.
B3
Milho: Seguindo o movimento negativo do milho em Chicago, futuros do milho também operam em queda na B3. Já no mercado físico, os preços continuam firmes, diante da oferta limitada do cereal disponível, com o produtor optando pelas vendas de soja. As usinas de etanol continuam originando com níveis acima da PPE, sendo prioridade na aquisição do grão pelo vendedor que precisa se desfazer rápido da safra. Enquanto isso, o custo de originação segue elevado e o Brz longe de ser competitivo na exportação. As nomeações estão crescendo, mas não tanto quanto deveria. Mesmo assim, os embarques ainda estão fracos.
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Opinião: O programa de exportação de milho está com dificuldade para crescer
Clima: O frio deve persistir no restante dessa semana, com novas incursões previstas para agosto, mantendo temperaturas abaixo da média. Esse padrão afeta o ritmo das lavouras, atrasando algodão, milho, feijão e alongando ciclos produtivos, embora sem prejuízos diretos.
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