PSF: 24_03_2025
Os futuros do milho recuam forte na CBOT e com isso, registram sua sétima sessão consecutiva de baixa. Desde a máxima do ano – registrada em 19 de fevereiro, o milho recuou 59 ¢/bu. A queda do milho puxa a soja na carona.
O mercado reage perante às incertezas sobre as tarifas de 25% ao México, que entram em vigor a partir das 00h de 4 de março. O México é o maior comprador de milho dos EUA, e qualquer retaliação pode desviar parte da demanda para Brasil e Argentina, aumentando a concorrência e pressionando os preços.
Outro fator baixista é a possível taxação dos navios de fabricação chinesa nos portos dos EUA, com um “pedágio” de até US$ 1,5 milhão por embarcação. Como 45% da frota que atracou nos EUA em 2024 foi construída na China, esse custo encareceria os fretes dos grãos americanos, tornando-os menos competitivos.
Esse impacto no frete beneficiaria o Brasil, já que mais navios ficariam disponíveis na América do Sul, reduzindo custos e ampliando a vantagem do país na exportação de grãos. O spread de frete Santos-Golfo para a China, hoje em US$ 12-13/t (35 centavos/bushel), poderia chegar a 50-60 centavos, reforçando a pressão sobre os grãos dos EUA.
Embora a medida ainda esteja em discussão, seu avanço poderia ser desastroso para a CBOT, ampliando as quedas do milho e da soja.
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