Acompanhe o mercado de fertilizantes...
Por: Eduardo Vanin
Artigo, Grãos
Publicado em: 23/09/2026 10:56
No ano passado o Brasil embarcou 87 Mi t de soja para China, recorde. Os lineups mostram que o share da China encerrou o ano em 80,5% dos 108,1 Mi t.
Foi um ano muito bom de margem para os exportadores no Brasil, margem de originação. A guerra comercial até outubro garantiu a concentração das crushers privadas e estatais no Brasil. Até certa altura, meados de setembro, não havia muita dúvida se deveriam comprar mais no Brasil, isso devido à incerteza em relação a um acordo China-EUA. Lembro que no ano passado, além da guerra de tarifas, havia a possibilidade de embargo contra navios chineses que atracassem nos EUA – pagamento de pedágio. Esse é o tipo de situação que limita muito a opcionalidade, o que custa caro.
Esse ano é bem diferente. As estatais compraram 190 barcos de soja nos EUA. Quanto disso irá para o crush e quanto para reservas? Essa decisão é muito dinâmica, baseada em margem e abastecimento do mercado. Nesse ano, diria que o 2º ponto é o mais importante. Até agora a Sino colocou à venda 3,3 Mi t de soja via leilões, retirada OND – isso já incluindo o leilão da próxima semana.
No início do ano eu estava com 87 Mi t programa da China no Brasil. Hoje estou com 82 Mi t.
