Soja safra 2026/2027 – Estados Unidos
Macro: Nesta quinta-feira, o dólar opera em alta frente ao real e à maioria das moedas ao redor do globo. O contexto atual é de temporada de balanços, além das tensões geopolíticas. Os principais índices de ativos de risco recuam forte nos EUA. No Brasil, o Ibovespa também trabalha no negativo, após a forte alta do dia anterior. Os futuros do petróleo têm mais um dia de ganhos, com o Brent voltando a operar acima dos US$ 100/barril. O movimento representa uma disparada relevante nos últimos dias e segue adicionando cautela ao mercado.
CBOT
Soja e Derivados: Dia positivo para os futuros da soja. As vendas semanais vieram dentro das expectativas do mercado, mas abaixo da semana passada, quando ficaram próximas de 2 Mi t. As vendas da safra nova americana seguem fortes, com mais de 6 Mi t comprometidas, contra 2,6 Mi t no mesmo período da temporada passada. A presença da China impulsiona o programa, com o destino asiático respondendo por mais de um terço do volume vendido. Para os derivados, sobretudo o óleo de soja, a alta dos futuros do petróleo vem dando impulso às cotações. A cada dia, o conflito no Oriente Médio parece ganhar novos capítulos e aumenta o prêmio de risco no mercado de energia.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia é de correção após as fortes altas do dia anterior. Apesar disso, o milho na CBOT segue com bom suporte nas cotações, já que os fundamentos internos e externos não dão muito espaço para um arrefecimento mais forte. As vendas semanais vieram abaixo das expectativas do mercado, mas a competitividade segue sendo o principal ponto. O milho americano pelo PNW, que normalmente costuma ser mais barato, está menos competitivo neste momento que o milho brasileiro. É um cenário diferente dos últimos dois anos, quando o Brasil perdeu de lavada para o milho dos EUA ao longo dos embarques até o fim do ano.
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USDA: Vendas dentro do esperado para a soja e abaixo para o milho
B3
Milho: Dia muito positivo para o milho na B3. A curva segue firme, com vencimentos batendo máximas intradiárias e os contratos de 2027 trabalhando nas máximas desde o início da negociação. O dólar mais forte ajuda no movimento das cotações e, no interior, os preços também vêm firmando. Mesmo em plena colheita, o milho no Brasil segue com tendência de recuperação de preços.
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Opinião: Milho B3, o fundo do poço ficou para trás?
Clima: Nesta quinta-feira (23), o clima segue sem grandes mudanças no Brasil, com baixos volumes de chuva sobre Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. As precipitações ficam mais concentradas na faixa norte do país e aparecem de forma mais irregular no Sul, sem avanço relevante para o Brasil Central no curto prazo. Nos Estados Unidos, os mapas seguem indicando chuvas mais presentes sobre parte das áreas produtoras nos próximos 15 dias, principalmente entre Meio-Oeste, Grandes Lagos e Delta, o que ajuda a limitar o risco climático mesmo com a atenção do mercado sobre o calor de julho.