Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Macro: O dólar recua nesta quarta após forte alta no dia anterior. Na véspera, a moeda chegou a superar R$ 5,31 pela primeira vez em seis semanas. O mercado segue reagindo à escalada do conflito no Oriente Médio e ao impacto sobre o petróleo. O fechamento de rotas de petroleiros elevou a commodity e pressionou bolsas globais. Para o real, o movimento dependerá do equilíbrio entre alta do petróleo e aversão ao risco.
CBOT
Soja: A soja fechou a quarta-feira em queda na Bolsa de Chicago, mas teve um dia de movimentos moderados após dois dias de forte volatilidade. A desvalorização da soja foi motivada pela queda nos futuros do farelo. Milho e trigo também recuaram na sessão. No macro, as tensões geopolíticas mantêm cautela, enquanto o Brent segue acima de US$ 82. O dólar recua levemente, oferecendo algum suporte às commodities. O mercado monitora clima na América do Sul, demanda chinesa e as relações EUA–China.
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Análise gráfica: soja opera estável com petróleo firme no radar
B3
Milho: Após algumas sessões de alta seguindo o movimento do dólar, hoje o milho passa por realização na B3. O mercado físico do milho segue atento ao cenário externo e à necessidade de abastecimento dos compradores. Os preços, porém, mostram acomodação diante da queda do petróleo, recuo na CBOT e dólar mais fraco. A colheita da soja avança e já há entrada pontual de milho da safra de verão. Nos fretes, o mercado permanece firme, com oferta limitada de carretas. Mesmo assim, em algumas regiões os fretes já atingiram máximas, favorecendo estabilidade dos preços em patamar elevado.
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Clima: A partir de quinta, o sistema de chuva na Argentina avança levemente e traz pancadas ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os corredores de umidade descem e favorecem um fim de semana mais úmido no Sudeste, Centro-Oeste e parte do Sul. Na segunda semana de março, após os dias 8 e 9, as chuvas voltam mais organizadas em São Paulo e Minas Gerais. Há potencial para episódios de invernada nessas regiões. No MATOPIBA, as precipitações tendem a ocorrer em pancadas, abrindo janelas operacionais limitadas.
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