preços da soja decolam...
Macro: O dia é de cautela no mercado acionário global e com isso, o dólar tem apreciação frente a uma cesta de moedas emergentes. Futuros de S&P 500 e Nasdaq operam próximos da estabilidade, Europa recua levemente e os Treasuries devolvem parte do rali, com a T-note de 10 anos em torno de 4,12%. Metais preciosos tentam se estabilizar após forte correção recente. No Brasil, a agenda é carregada, enquanto o cenário político adiciona ruído com mudança de relatoria no STF em relação ao caso do Banco Master.
CBOT
Soja: A soja passou a cair na reta final da sexta-feira, mas ainda assim registra bons acumulados na semana, marcando a segunda semana consecutiva de valorização. A sustentação vem por novas especulações de compras de soja americana pela China. Circulam rumores de pedidos de ofertas para junho-julho no Golfo, atribuídos à Cofco ou a Taiwan, com foco na janela MJJA. A leitura é de compras para formação de reservas, possivelmente substituindo a Argentina. Nesse caso, a comparação com a soja brasileira não é direta, já que a soja destinada a reservas não paga VAT.
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Milho: Dia de preços laterais para o milho na CBOT. Na semana, os preços registram leves ganhos. A forte demanda por milho dos EUA elevou os compromissos de compra em 31% na comparação anual, somando 60,8 milhões de toneladas desde o início da temporada 2025/26. As exportações acumuladas também avançam com força, +47% a/a, atingindo 34,7 milhões de toneladas. O USDA destaca que o pico sazonal das exportações ainda está por vir, concentrado entre março e maio. Contudo, mesmo com a redução dos estoques finais projetados, o volume ainda deve ser o maior desde a safra 2018/19.
Trigo: O trigo tem queda em Chicago acompanhando a desvalorização na Euronext. O mercado acompanha a perda de força da cobertura de posições vendidas e o retorno do foco para a ampla oferta global. A decisão da Índia de liberar 2,5 milhões de toneladas para exportação reforçou a percepção de oferta abundante. A Europa segue pressionada pela forte concorrência, especialmente da safra recorde da Argentina, e por revisões baixistas nas exportações da UE. Perspectivas favoráveis para a safra 2026, incluindo aumento da produção russa e boas condições na França, mantêm viés limitador aos preços.
B3
Milho: O milho caminha para fechar a semana com um acumulado de de quase 3% de alta na B3. Os preços do milho mostram viés positivo no mercado brasileiro, sustentados pela alta do dólar, demanda interna firme e suporte das cotações em Chicago. O mercado doméstico segue atento ao andamento da safra, com riscos climáticos contrastantes entre seca no Sul e excesso de chuvas no Centro-Oeste. No cenário externo, o relatório do USDA trouxe ajustes levemente altistas, com maior projeção de exportações dos EUA. Houve também redução dos estoques finais norte-americanos. Cortes na produção e nos estoques globais de 2025/26 reforçam a percepção de oferta mais apertada.
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Clima: As condições desta sexta-feira seguem marcadas por forte variação climática entre o Sul e a faixa central do Brasil. No Sul, as chuvas continuam irregulares e concentradas no norte do Rio Grande do Sul, enquanto centro e sul do estado permanecem com baixos volumes, mantendo pressão sobre as lavouras. Santa Catarina e Paraná têm muita nebulosidade, mas sem chuva ampla e organizada. Já a faixa central registra instabilidades e precipitações frequentes em GO, MT, norte do MS, TO e MA. Para o fim de semana, há apenas alívio pontual, com melhora limitada no RS a partir de domingo.
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