Áudio alerta sobre EUA
Macro: O dólar segue sem direção clara nesta sexta-feira, perto da mínima desde novembro, enquanto a Bolsa mantém viés positivo após recorde na véspera. O real e o Ibovespa vêm sendo sustentados por fluxo externo, com capital migrando dos EUA para emergentes em busca de retornos superiores aos Treasuries. A volatilidade recente dos títulos americanos, ligada às incertezas econômicas e à postura externa errática do governo Trump, reforça essa rotação de portfólio. O Ibovespa testa o apetite do investidor e já acumula alta de 7,2% na semana. O índice saiu de 164 mil para acima de 176 mil pontos, com suporte combinado de fatores globais e domésticos.
CBOT
Soja e farelo: O mercado da soja fecha a semana com alta volatilidade, refletindo uma combinação de fundamentos e ruído geopolítico. No lado fundamental, o foco segue na demanda da China e no avanço da colheita da nova safra brasileira. Com isso, os movimentos recentes têm mais cara de ajuste técnico, enquanto o mercado espera novos direcionadores para definir tendência. O dólar continua sendo peça central na precificação, influenciando diretamente a competitividade e os fluxos. Nos derivados, o mercado acompanha de perto a alta do farelo de soja, impulsionado principalmente por preocupações climáticas na Argentina.
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Milho: O milho opera em alta na CBOT, sustentado pela forte valorização do trigo e pelos excelentes dados de vendas semanais do USDA. As exportações de milho dos EUA somaram 4,010 mi t, o maior volume semanal desde junho de 2018, acima das expectativas do mercado. Mesmo com a expectativa elevada após a venda diária de 1,828 mi t, os números surpreenderam positivamente. Os EUA seguem como a origem mais competitiva e ofertada no mercado internacional. A menor presença de Ucrânia e Brasil nas exportações reforça a liderança americana no fornecimento global de milho.
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Trigo: O trigo lidera os ganhos na CBOT nesta sexta-feira e puxa também a alta da Euronext, com suporte do risco climático nos EUA e na Rússia. O frio intenso no Hemisf. Norte vem elevando o temor de perdas em áreas sem cobertura de neve, enquanto geadas prolongadas na Rússia podem reduzir a projeção da safra 2026, segundo a SovEcon. Do lado da demanda, as vendas semanais de trigo dos EUA vieram acima do esperado e surgiram sinais de competitividade do trigo francês, incluindo embarque para o Egito. Apesar disso, o Mar Negro segue dominando o mercado egípcio, enquanto Marrocos pode reduzir compras diante da concorrência argentina e melhora das chuvas locais.
B3
Milho: O mercado físico de milho vem perdendo força, com milho novo aparecendo e os compradores bem posicionados, estocados e sem pressa para avançar nas compras. A leitura é de janela para queda mais forte, com o grande consumidor podendo até reduzir presença nas indicações, pressionando preços e intimidando o vendedor. Na prática, quem precisa de liquidez busca solução, não preço, e isso acelera o recuo do mercado. Apesar do quadro delicado de margens no agro, o clima segue favorável para a safra 2026, com boa umidade e plantio da safrinha dentro de uma janela confortável.
Clima: A sexta-feira (23) segue marcada por um corredor de umidade bem definido sobre o Brasil Central, mantendo um padrão de chuvas frequentes no Centro-Norte. A instabilidade se organiza desde a Amazônia e avança pelo norte do MT, norte de GO, além de áreas de MG, RJ e ES. Há chance de pancadas isoladas na divisa SP-MG e instabilidade pontual no leste paulista, principalmente no fim da tarde. Em contraste, a metade sul do continente permanece sob tempo firme, com pouca ou nenhuma chuva em Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O padrão ainda reflete a atuação recente de uma massa de ar fria e seca no Sul, que perde força nos próximos dias, permitindo aquecimento no fim de janeiro.
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