Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
A semana começa com o mercado mais cauteloso. A Opep+ confirmou as expectativas e manteve os níveis de produção para o 1º semestre de 2026, evitando surpresas e mantendo o petróleo estável no curto prazo. Na Ásia, China e Japão deram início à bateria de PMIs que deve ajudar a calibrar o humor global nos próximos dias. Ainda no domingo, o Banco do Japão reforçou o tom hawkish e sinalizou possível alta de juros já na reunião do dia 19, movimento que pressionou ativos globais nesta madrugada.
Nos Estados Unidos, investidores monitoram hoje os discursos de Jerome Powell, enquanto no Brasil o destaque fica com as falas de Galípolo, ambos em um ambiente onde as apostas para as próximas decisões de Fed e Copom seguem no centro das atenções. Ao longo da semana, o calendário doméstico traz PIB do 3º trimestre e produção industrial, enquanto nos EUA o dado mais aguardado será o PCE de setembro, previsto para sexta-feira, na véspera do Fomc do dia 10.
Lá fora, dezembro começou no modo defensivo. Futuros do S&P 500 recuam cerca de 0,5%, acompanhando o sentimento mais avesso ao risco após comentários duros do Banco do Japão. O movimento elevou o juro dos títulos japoneses e puxou as Treasuries de 10 anos para 4,04%. A volatilidade também pesa sobre as big techs, com o grupo das Magnificent Seven no campo negativo no pré-market.
Além disso, cresce a atenção política nos EUA após Donald Trump afirmar que já tomou uma decisão sobre o futuro presidente do Federal Reserve, tema que pode adicionar volatilidade às próximas semanas de mercado.