Greves na Argentina
Macro: A tarde é de volatilidade para as bolsas ao redor do globo. As tensões no Oriente Médio se acentuaram depois que o Irã abateu helicópteros dos EUA. Trump afirmou que haverá retaliações e, com isso os mercados que caminhavam para um cenário de apetite ao risco viraram a mão, e os principais índices passaram a cair com força. Dólar para cima e bolsas para baixo. Para o Brasil, o impacto foi imediato. O dólar, que operava em queda, recuperou as perdas e agora trabalha no zero a zero.
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🚨Alerta 1: VOL novamente. Tensões no Oriente Médio voltam a ficar acirradas.
CBOT
Soja e Derivados: No complexo soja, o dia é misto. Futuros da soja e farelo operam em queda, enquanto o óleo de soja trabalha no campo positivo. Para o óleo, apesar da queda dos futuros do petróleo, as cotações seguem sustentadas pelos RINs nos EUA. Isso mostra a firmeza do mercado mesmo diante de um complexo energético operando em baixa. Para a soja em grão, o movimento reflete muito a ausência de novas demandas de exportação para a safra nova e a perspectiva de uma boa safra americana 26/27. As condições das lavouras vieram praticamente em linha com o último relatório, reforçando a expectativa de produtividade elevada.
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Milho: O milho trabalha no zero a zero nesta tarde em Chicago. Pela manhã, o USDA reportou 120 mil t em vendas para exportação para a temporada 2025/26. Na matriz CFR Ásia, Santos segue competitivo frente ao Golfo americano entre julho e novembro, com diferença próxima de US$ 13/t a US$ 19/t. A Argentina também aparece competitiva no curto prazo, disputando espaço diretamente com o milho brasileiro.
Trigo: Para os futuros do trigo, novamente as condições de lavoura vieram com redução, ainda que pequena, de 1 p.p., totalizando 25% das áreas classificadas como boas e excelentes. Isso representa uma queda de 29 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado, agravando a situação e aumentando a preocupação com a oferta de trigo nos EUA. Segundo algumas consultorias privadas americanas, esta é a pior classificação já registrada para a safra de trigo de inverno nesta época do ano.
B3
Milho: Para o milho na B3, a terça-feira não trouxe mudanças significativas frente ao movimento de ontem (08). A curva segue tentando se ajustar após a correção de segunda, ainda com o mercado físico brasileiro limitado pela competitividade da Argentina nas janelas curtas e pelo replacement acima do FOB em boa parte dos corredores. Ainda assim, alguns players comentam que, por ora, originar milho pode fazer sentido em corredores específicos. O câmbio mais alto ajuda na conta e, quando somado ao crédito de PIS/Cofins via cooperativa, melhora a margem de originação. O movimento, porém, segue pontual e dependente de praça, frete e estrutura tributária.
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Análise gráfica: milho B3 entre suporte do dólar e pressão da oferta global
Clima: A terça-feira (09) começa com áreas de instabilidade atuando sobre parte do Centro-Sul do Brasil, mantendo a previsão de pancadas de chuva sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul de Mato Grosso do Sul. Os volumes seguem bastante irregulares neste primeiro momento, mas os modelos indicam fortalecimento gradual desse sistema ao longo dos próximos dias.
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