Greves na Argentina
Macro: Mais um dia de alta para o dólar frente ao real. Do lado dos fundamentos, o mercado acompanha a expectativa em torno de grandes IPO’s nos EUA. No Brasil, a saída de fluxo estrangeiro da B3 segue pressionando a desvalorização do real. Apesar do Boletim Focus continuar indicando manutenção da taxa básica de juros e inflação mais elevada, isso não tem sido suficiente para conter a saída de capital do Brasil. O mercado também acompanha de perto os desdobramentos da política brasileira. Certamente, qualquer ruído que não agrade os investidores tende a trazer mais volatilidade para o câmbio.
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Boletim Focus (08/06) – PIB crescente com inflação nas alturas.
CBOT
Soja e Derivados: O complexo soja opera de lado nesta tarde. Depois de perdas consideráveis nos últimos pregões, a soja tenta encontrar algum suporte. Até a metade do dia, esse suporte vinha do óleo de soja refletindo a sustentação de alta do petróleo, mas o farelo opera em forte queda e acaba pressionando as cotações do complexo. Hoje pela manhã, o USDA reportou vendas de 264 mil t de soja para destinos desconhecidos, mas o volume não foi suficiente para dar suporte às cotações. Além disso, as inspeções de exportação de soja na semana encerrada em 04/jun vieram abaixo tanto da semana anterior quanto do mesmo período do ano passado.
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Milho: Nos cereais, o dia é levemente positivo. O trigo vinha de seis sessões consecutivas de queda, com o milho acompanhando parte do movimento. Nesta segunda-feira (08), o mercado também encontrou suporte no petróleo, que chegou a ensaiar altas mais fortes ao longo do dia e segue operando no campo positivo. Para o milho, o mercado aguarda a atualização do Crop Progress, com expectativa de manutenção das ótimas condições de lavoura nos EUA. O clima segue favorável e reforça a perspectiva de mais uma safra com elevada produtividade, limitando movimentos mais fortes de alta.
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Ponto de Vista: Mudanças nos programas de milho
Análise gráfica: soja testa suporte relevante em meio à pressão macro e avanço da safra nos EUA
Trigo: Para o trigo, a pressão segue associada ao clima mais favorável nas lavouras americanas e à expectativa de melhora nas condições de safra, além do reflexo das tensões no Oriente Médio. Os futuros do cereal caminhariam para o 7° dia de queda se encerrasse hoje o dia no campo negativo. Na Euronext, o contrato de trigo recuou 0,3%, encerrando a € 200,75/t, após tocar € 199,50 no início da sessão, o menor nível desde 20 de fevereiro. O movimento reforça a pressão vinda da entrada da safra do Hemisfério Norte, limitando recuperações mais consistentes nas cotações.
B3
Milho: Queda para o milho na B3 nesta segunda-feira (08). Depois de duas sessões de alta, impulsionadas principalmente pelo rally do dólar, os futuros trabalham em correção, com recuos próximos de 1% na média da curva. No mercado físico brasileiro, os programas de exportação seguem bastante abertos nos portos do Sul para a janela OND, refletindo uma demanda internacional ainda limitada. A maior competitividade da Argentina nas janelas curtas vem retirando espaço do milho brasileiro, principalmente nas demandas da Ásia. Além disso, o replacement segue acima dos níveis do FOB, mantendo margens negativas de originação e reduzindo o interesse das tradings em ampliar embarques mais longos.
Clima: A primeira quinzena de junho segue confirmando um padrão mais úmido sobre boa parte do Centro-Sul do Brasil, cenário que já vinha sendo sinalizado pelos modelos desde maio. A combinação entre o enfraquecimento da neutralidade e o fortalecimento gradual do El Niño tem favorecido uma maior frequência de frentes frias e sistemas de instabilidade avançando sobre o continente e, permitindo que as chuvas alcancem áreas mais centrais do país em pleno período seco.
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