PSF: 09_02_2026
Macro: O dólar estende a queda e opera abaixo de R$ 5,20, acompanhando o ganho das moedas emergentes frente à divisa americana. O movimento foi reforçado após os dados de PIB e PCE Core dos EUA. No quarto trimestre de 2025, o PIB americano cresceu 1,4%, bem abaixo do esperado e do trimestre anterior. O resultado foi impactado pelo longo shutdown que paralisou atividades públicas por 43 dias. O dado fortalece a expectativa de ao menos dois cortes de juros pelo Fed até o fim do ano, pressionando o dólar globalmente.
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CBOT
Soja: A soja recua em Chicago após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais impostas por Trump, reduzindo o prêmio de risco comercial. A decisão limita o uso de poderes de emergência para tarifas “recíprocas” e ligadas ao fentanil, enfraquecendo a política econômica do ex-presidente. Com menor incerteza tarifária, o suporte especulativo recente diminui. A soja cai para 1136,50 ¢/bu e o óleo de soja também recua. O mercado avalia que a China pode reduzir compras de “soja política” americana, pressionando os preços no curto prazo.
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Trigo: Os futuros do trigo seguem em forte alta em Chicago e na Euronext, impulsionados pelos riscos climáticos no Hemisfério Norte e tensões geopolíticas. Ventos fortes, incêndios nas planícies dos EUA e perdas de qualidade do trigo na França reacenderam preocupações com a oferta para a safra 2026/27. A fraqueza do euro reforçou a competitividade do trigo europeu nesta semana, sustentando os ganhos na Euronext, que atingiu máxima de três meses. Tensões entre EUA e Irã e o fim das negociações entre Rússia e Ucrânia aumentaram a aversão ao risco.
B3
Milho: A semana finaliza com valorização para o milho na B3. O cereal fecha a segunda semana consecutiva de ganhos, após a forte pressão sofrida nas primeiras semanas do ano. No físico, o milho segue firme, com sinais claros de remarcação apesar do baixo volume negociado. Compradores ampliaram as indicações, enquanto produtores seguem retraídos, reduzindo a oferta disponível no balcão. A logística da soja e o comportamento do frete seguem como fatores-chave, com atrasos persistentes. O gargalo logístico tende a pressionar e influenciar os preços do milho no curto prazo.
Clima: As condições climáticas seguem contrastantes, com excesso de chuvas persistente no Centro-Oeste, Norte e Matopiba, impactando a colheita da soja e atrasando o plantio do milho safrinha. Fevereiro se consolida como mês acima da média em precipitações nessas regiões, mantendo o risco de invernada na última semana. O cenário amplia gargalos operacionais no campo e pressiona a logística. Cresce o risco de perdas qualitativas na soja, com grãos ardidos e avariados. O milho safrinha tende a ser empurrado para março, aumentando a dependência do regime de chuvas no outono para sustentar o potencial produtivo.
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